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quarta-feira, 29 de maio de 2013

FERNANDO BEZERRA DEFENDE APOIO DO PSB A DILMA

MACEIÓ - Apesar da movimentação do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, para concorrer à Presidência da República, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (PSB), afirmou que o partido só vai decidir no próximo ano sobre a disputa presidencial.

De acordo com ele, há correntes no PSB que defendem o apoio a reeleição de Dilma Rousseff, no próximo ano.

— Todos os dois (Dilma e Eduardo) são excelentes quadros da política brasileira. Agora, todos nós estamos aprofundando essa discussão dentro do PSB, no sentido de a gente trabalhar pela manutenção da aliança. É legítimo que o presidente do PSB se movimente, inclusive para fortalecer o partido. O PSB vem com duas grandes vitórias nas eleições estaduais, nas eleições municipais e é natural que o partido queira liderar um projeto político próprio. Mas, existem correntes dentro do PSB e me integro nesta corrente, que defendem a manutenção da aliança com a presidente Dilma — disse. — Estamos investindo no Nordeste e o trabalho da presidente Dilma merece ser continuado — completou.

O ministro passou o final de semana em Alagoas e almoçou com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). A conversa entre os três foi reservada, mas Fernando Bezerra é um dos principais desarticuladores da candidatura de Eduardo Campos no Nordeste, principal celeiro eleitoral do socialista. Os dois outros socialistas que têm a tarefa de desidratar Campos, são o governador do Ceará, Cid Gomes, e o irmão dele, o ex-ministro Ciro Gomes.

Em Alagoas, o ministro anunciou obras hídricas e de infraestrutura. Os gastos serão de R$ 1,2 bilhão. (Fonte: Brasil 247).

Um comentário:

  1. FHC e a oportunidade perdida de ficar calado

    CARLOS CHAGAS

    Com todo o respeito, mas o ex-presidente Fernando Henrique perdeu excelente oportunidade de ficar calado, quando compareceu a uma solenidade na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, esta semana.

    Porque declarou que as práticas políticas brasileiras são erradas e deformadas, acrescentando ter havido regressão para a República Velha, durante o governo Lula.

    Na República Velha, governo não perdia eleição. Trocava-se o presidente de plantão através de acordos celebrados na cúpula das elites, geralmente paulistas e mineiras.

    Ora, quem deformou mais as instituições do que o próprio FHC ao mudar as regras do jogo depois dele começado? Quem arrancou do Congresso a emenda da reeleição, inclusive apelando para métodos fisiológicos, beneficiando-se quando o lógico seria aprovar a mudança para o próximo período presidencial, não o dele?

    Mas fez mais: a reforma constitucional por ele patrocinada permitiu-lhe disputar o segundo mandato no exercício do primeiro, sem desincompatibilização. Quer dizer, com a caneta e o Diário Oficial na mão.

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