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sábado, 25 de maio de 2013

A LIÇÃO DA FINLÂNDIA NA EDUCAÇÃO

A Finlândia é um pequeno país da Europa, que num passado distante pertenceu a Suécia. Sua população é de pouco mais de 5 milhões de habitantes, muito menos do que o número de moradores da cidade de São Paulo.


Pequeno, estrategicamente localizado no primeiro mundo, rodeado de nações ricas, a Finlândia é um dos melhores países do mundo para se viver. Há quatro anos se destaca na imprensa internacional por um título invejável: é considerado o país com melhor educação do mundo.

É difícil fazer comparações entre a Finlândia e o Brasil, que tem dimensões continentais, mas algumas informações publicadas no Portal G1 (reproduzidas no Blog de Marcos Cardoso) sobre o Sistema Educacional do país europeu merecem ser estudadas.

Os finlandeses não têm métodos revolucionários na sala de aula, dispensam provas nacionais de avaliação, tipo o Enem e apostam tudo na autonomia e valorização do professor.

A educação no país é gratuita, as crianças só entram na escola a partir dos sete anos e não há horário integral. Aliás a jornada é curta: de apenas quatro horas na maioria dos casos e os alunos quase não fazem lição de casa.

O Governo não vive inspecionando o ensino e tanto o material usado nas escolas quanto o currículo são livres. De uma unidade para outra os conteúdos trabalhados podem variar muito.

E quanto ganha um professor na Finlândia? Em média três mil euros por mês, o que corresponde a R$ 8 mil reais.

O profissional de ensino tem um ambiente de trabalho interessante e ganha bem, por isso muitos nesse "paraíso nórdico" querem ser professor.

Na verdade o que se faz na Finlândia pode dar certo em qualquer país, inclusive no Brasil. Professores qualificados e bem remunerados têm tudo para render muito mais em qualquer lugar.

Somos pentacampeões mundiais do futebol, investimos tudo em estádios e nos futuros craques. Os finlandeses são tetracampeões mundiais em educação, preferem cuidar dos professores e do futuro dos seus filhos que estão nas escolas. Essa é a grande diferença, independente do tamanho de cada país.

9 comentários:

  1. A diferença básica entre a Finlândia e o Brasil é que na Finlândia tem finlandezes e no Brasil tem brasileiros. Nenhum país do mundo anda bem quando tem Brasileiros em seu território.

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  2. Realmente, o Brasil deveria seguir o exemplo da Finlândia. Sociedade e governo brasileiro deveriam se preocupar menos com o futebol e mais com a educação, mas infelizmente não é assim. Gastam-se milhões e milhões com estádios, e quando se fala em destinar parte do lucros obtidos no Pré-Sal para a educação, todos querem ir contra.
    Brasil, eu tenho vergonha de morar neste país!

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  3. Eu ainda hoje pago muito caro por defender essa categoria.Em 1992 perdi uma eleição ganha somente porque no palanque disse que o prefeito teria condições de pagar um salário mínimo as Professoras.

    Em 1994 quando entrou o Real na era de Fernando Henrique Cardoso fizemos a transformação de Cruzeiro para o Real a Professora Primária ficou ganhando R$ 48,00 enquanto que o salário mínimo era de R$ 74,67.

    Em 1999 as Professoras tiveram uma melhora com a criação do FUNDEF passando dos atuais R$ 48,00 para R$ 210,00. Foi um avanço e tanto.

    Nos anos subsequentes a luta das Professoras continuavam. Mas sem muito avanço. O Ex-senador por Pernambuco que chamava o avião de Lula de "AEROLULA" e dizia que o mesmo vivia tomando a 51.

    Esse ex-senador foi relator do FUNDEF e posteriormente foi relator do FUNDEB e não teve a coragem de criar o PISO NACIONAL DE SALÁRIOS. Somente no segundo Governo do Lula foi que os Professores passaram a ter direito a ter um Piso Salarial.

    Agora, com o Pré-sal a Presidenta e alguns governadores incluindo o de Pernambuco estão se empenhando para destinar todo os recursos para a Educação.

    Durante o Governo do ex-presidente Lula tivemos grandes avanços na Educação. Mas ainda falta muita coisa. Somente a categoria unida será possível alcançarmos um grande avanço Educacional.

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  4. deprimente, alienado e covarde este pensamento de alguém que aparece de forma anônima depreciar o próprio lugar em que vive ou viveu. pessoas, políticos e sociedade ruim tem em todo o mundo, não só no Brasil e não só na sociedade brasileira. devemos mirar o melhor de cada sociedade para tentarmos aprender a como nos melhorar.

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  5. O que se esquece de falar é que a Finlândia esteve à beira do colapso econômico e se salvou porque instituiu uma escola realmente "pública". Nesse país, a educação foi tornada prioridade e não mero enfeite de discurso político. Na Finlândia, existe apenas um exame no final dos estudos. Aqui, aumenta o número de exames, como se a preocupação com o termômetro fizesse baixar a temperatura. Faça-se o cálculo dos gastos na elaboração, na distribuição e correção de provas, aos milhões gastos em policiamento. Os alunos finlandeses têm liberdade de escolher aquilo que querem aprender.
    Por aqui, há quem proponha aumentar a carga horária e o número de dias letivos. Na Finlândia, os professores têm como habilitação mínima o mestrado e foi criada a figura do tutor. Por cá, a formação de professores é precária, o estatuto social da profissão está depreciado, o professor mantém-se solitariamente exposto a humilhações, à espera do dia da aposentadoria. Temos muitas "finlândias" cá dentro. Algumas escolas vêm tentando introduzir mudanças que, se concretizadas, colocariam o Brasil muito acima do 52º lugar que ocupa no Pisa de 57 países.
    O Brasil tem os melhores teóricos da educação, dispõe de excelentes professores e, ao contrário do que se diz, não faltam recursos. Porém, o apoio a esses projetos é escasso. Quase sempre, acabam destruídos por intervenção de um burocrata qualquer da educação. Na Finlândia as escolas são consideradas um ótimo local para se trabalhar. Muitos querem atuar nas escolas, especialmente na docência. O prestígio dos professores é alto. Esses profissionais são valorizadíssimos e é comum auferirem salários superiores aos dos reitores, e ganham ainda mais aqueles que ensinam nos dois primeiros anos iniciais, considerados os mais importantes na motivação da aprendizagem. Se não forem adequados, podem interferir negativamente em todos os anos seguintes, afirmam. Se alguns alunos têm continuamente problemas de aprendizagem, a escola dispõe de professores especiais para recuperá-los. Na prática, se a dificuldade é em matemática, o aluno vai estudar com um professor especializado em problemas de aprendizagem, não com um professor de matemática. E a “recuperação” não ocorre após as aulas: mais tempo não motiva a criança ao aprendizado, pelo contrário, só faz cansá-la ainda mais. Também não são dados muitos exercícios aos alunos com dificuldades de aprendizagem - a quantidade de tarefa escolar é de acordo com as necessidades de cada um. E, ademais, as aulas e os exercícios escolares são organizados de tal forma que o aluno tenha tempo para o lazer.
    Os alunos com dificuldades de aprendizagem não muito severas estão integrados na mesma turma, e neste caso, a classe conta com um professor assistente. Pode ocorrer de ter dois ou três professores em sala de aula. Para aqueles com dificuldades mais sérias, há escolas especializadas que funcionam dentro das escolas normais. É um mau exemplo na Finlândia os pais levarem as crianças de carro à escola. Elas são levadas a se virarem por si mesmas.

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  6. Pois é, enquanto a revista carta capital trouxe semana passada a reportagem de capa falando sobre a penosa tarefa que é ser um professor, as demais "grandes" revistas brasileiras falavam sobre Angilina Jolie. Acho que devemos sim nos compadecer do sofrimento alheio, mas devemos mais ainda
    nos compadecer do câncer que corroi a nossa educação e nossa inteligência e alimenta a parvoice brasileira.

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  7. Sei que o Sistema educacional brasileiro é falho e que nós estamos longe dos índices da Finlândia, que investe seriamente em seu futuro e não usa o tema como mera retórica política em campanhas a cada quatro anos. Sei que o Sistema Único de Saúde não cumpre sua função constitucional - ainda que se esforce para tanto - que é de sanar questões de saúde de nossa sofrida gente e que é sofrível o atendimento ainda na atenção básica, para não falarmos nas questões de média e alta complexidade. Sei também que as universidades públicas estão cheias de filhos da riqueza que sempre estudaram nas melhores escolas particulares deste país, e que os poucos, oriundos de escolas públicas que também estão lá, chegaram à custa de muito esforço. Sei também que a corrupção cresce assustadoramente, independente de coloração partidária, apesar de se travar uma luta desigual no seu combate pelos órgãos de segurança. Sei que as filas de pessoas que buscam emprego nos grandes centros estão cada dia mais presentes como sei ainda que em nossas ruas, inclusive em pequenas cidades, já dormem crianças expostas ao frio das madrugadas ante nosso olhar complacente de cristãos de consciência adormecida. Sei que há uma gama enorme de políticos que só nos veem nos períodos eletivos como sei também que há pessoas que vendem seu voto garantindo, assim, a perpetuação dessa espécie de raça de víboras - com rara exceção. Mesmo sabendo de tudo isto supracitado ainda tenho orgulho de ter nascido no Brasil, terra de gente muito bom, de mulheres lindíssimas, de uma gente que desperta logo cedo pela manhã para o trabalho. Não tenho vergonha de minha 'nordestinidade' e de ser agrestino, pernambucano de tantas batalhas antes travadas por frei Caneca, Gregório Bezerra, Hélder Câmara, Arraes, tantas mulheres e outros anônimos. E sei que um dia teremos uma nação mais possível, onde cada mundo, apesar de diferente, caiba noutro mundo chamado Brasil.

    José Luciano da Silva
    Águas Belas/PE

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  8. Sete comentários (07) acima incluindo o meu,é muito pouco,diante do tema tão popular e abrangente."A lição da Finlândia na Educação".

    O meu primeiro Professor do abc,José Joaquim da Silva,lutou até a morte para ganhar um salário mínimo.Morreu e não conseguiu a proeza,isto em 1998.

    As nossas Professoras lutavam para ganhar um salário mínimo,muitas delas eram perseguidas,humilhadas por se organizarem em Sindicatos.

    Criar um Sindicato para defender os seus Salários nem pensar.E o homem que mais defendeu a classe nunca foi reconhecido pelas mesmas,pois nunca obteve 300 votos,mas um analfabeto teve muito mais e foi eleito,mas o Professor não.

    Mais de 300 Professores (as),muitos tinham medo de escolher o seu representante para não constranger e contrariar os chefes que governaram o município durante 50 anos.

    Isto a nível de município.Mas a nível de Brasil também não foi diferente.O maior exemplo vem de minha cidade Lagoa do Ouro.

    O Grupo Escolar Dr. ABÍLIO MONTEIRO construído na gestão do Primeiro Prefeito Eleito Aristides Nery Monteiro pelo ex-governador Paulo Pessoa Guerra em 1964 com área para receber uma Grande ESCOLA somente agora no Governo de Dr. Eduardo Campos foi que recebeu melhorias com o advento de Escola para Colégio Dr. ABílio Monteiro com o ensino do 2° grau e ampliação da mesma recebendo a O ENSINO INTEGRAL a nível de 2°grau.

    Os Professores no Brasil através dos Sindicatos e dos movimentos Sociais via Blogs e Internet,Orkut,Facebook e poucos jornais e televisão lutam incansavelmente para manter o PISO NACIONAL DE SALÁRIOS DOS PROFESSORES de aproximadamente R$ 1.600,00. É loita,é briga,é preciso se reunir permanente e constantemente contrariando a tudo e a todos.

    Somente agora de 10 anos para cá é que estamos vendo filho do pobre chegar a Universidade com a expansão das mesmas pelo operário presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.Somente agora é que estamos vendo todos os municípios recebendo ônibus do Governo Federal para estimular milhares de jovens a irem as escolas estudarem cada vez mais.

    Em 1999 tivemos o primeiro avanço com a criação do Fundef.Até 2002 ficou nisso mesmo. A inflação levou parte do ganho que as Professoras primárias tiveram.Naquela época o Salário delas ficou em R$ 210,00 enquanto que o Salário mínimo era de R$ 136,00.

    De 2007 para vigorar até 2020 entrou o Fundeb.A partir daquele momento tivemos alguns avanços que foi a Criação do "PISO NACIONAL DE SALÁRIOS DO MAGISTÉRIO" e a promessa para o futuro será a destinação de todo o dinheiro do PRÉ-SAL destinado para a Educação.

    Mas para que isto se torne realidade é preciso vigiar sempre.Senão será feito o que aconteceu com O CPMF que era para ser todo destinado a Saúde no montante de R$ 40 bilhões anualmente,mas que fora desviado para outros fins e ainda hoje a Saúde é um caos em todo o Brasil.

    Meu querido, JORNALISTA ROBERTO ALMEIDA, parabéns por trazer sempre notícias importantes e que faz nos lembrar de um passado recente e das lutas que nós estudantes travamos no passado para termos uma Educação e uma Saúde de qualidade.

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