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domingo, 14 de abril de 2013

O ACERTO DAS COTAS NAS UNIVERSIDADES

A Revista ISTOÉ publicou reportagem com chamada de capa mostrando o acerto das cotas para negros, implantadas nas universidades brasileiras nos últimos 10 anos. A matéria das páginas internas mostra que a realidade de uma década derrubou todos os mitos sobre a medida, que alguns consideram privilégio ou discriminação ao contrário.

O levantamento feito em universidades de todo o país mostra o seguinte quadro: Os cotistas têm notas nos vestibulares bastante próximas dos não-cotistas. O mito é que eles iam ser aprovados com notas bem mais baixas. Contrariando as expectativas, os que entraram na faculdade pelo sistema têm um rendimento igual ou superior aos outros, durante o curso. Muitos acreditavam que as cotas ia estimular o preconceito nas Universidades. Na prática isso não acontece e brancos e negros estão convivendo numa boa. Os índices levantados nos últimos 10 anos mostra que a maioria dos cursos melhorou, quando muitos achavam que ia ser uma verdadeira catástrofe.

Uma das explicações dadas para esses números é que os cotistas são negros egressos de escolas públicas e quando chegam à Universidade dão tudo de si. É a chance de subir na vida e eles tratam de aproveitar. Os brancos das escolas particulares, muitos filhinhos de papai, às vezes se acomodam, não se empenham tando, porque têm vários caminhos e oportunidades pela frente. Isso explica também a evasão: a dos cotistas é menor do que a dos outros.

Está mais uma vez provado de que tudo na vida depende de oportunidade. Pretos, pobres, brancos ou ricos, desde que tenham a chance e saibam aproveitar podem ir bem longe.

Um comentário:

  1. Este tipo de matéria contradiz a burguesia que ainda teima em dividir a sociedade entre os que sabem e os que nada sabem ou saberão. Aí estariam inclusos os negros, especificamente. Muitos negros não têm a mesma oportunidade de estudar quanto os filhos da classe rica. Os pobres são aqueles que só lhes é permitido chegar até a ante-sala da casa, quando muito. As cotas podem não resolver muito, mas, democratizam o acesso dos negros às faculdades. Com a palavra o intragável e preconceituoso Demétrio Magnoli.

    José Luciano da Silva
    Águas Belas - PE

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