Governo de Pernambuco

Governo de Pernambuco
Festival de Inverno

Alepe

Alepe
Alepe

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

JORNALISTAS FAMOSOS SÃO QUESTIONADOS NA WEB

Ricardo Noblat e Dora Kramer passaram por "saia justa"

O livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Júnior, ex-repórter do jornal O Globo, está deixando em situação complicada alguns jornalistas conhecidos do país. Sempre dispostos a investigar fatos relacionados com petistas e outros partidos aliados ao governo, muitos desses profissionais e seus veículos estão estranhamente silenciosos em relação às denúncias feitas por Amaury. Os internautas não têm deixado esse comportamento passar em branco e alguns dos “famosos da imprensa” estão passando por verdadeiras "saias justas" na web.

Sobram exemplos de jornalistas constrangidos na internet. No twitter, por exemplo, diversos colunistas e analistas políticos perderam a esportiva quando indagados por internautas sobre o seu silêncio em relação às denúncias. Lúcia Hippolito, comentarista da Rádio CBN, justificou que ainda não havia tido tempo para ler o livro e disparou contra um seguidor do seu microblog: “Por favor, não gosto de ser pautada. Não gostava na ditadura, não vou aceitar na democracia. Vou ler o livro com atenção e comentar”. 

Ricardo Noblat, colunista do jornal O Globo, afirmou que comprou um exemplar, mas o lê “sem pressa”. Cobrado por leitores, fugiu pela tangente: “Lula disse mais de uma vez que a grande imprensa não forma opinião. Não é levada em conta. Portanto, o livro do Amaury não precisa de resenhas na grande imprensa para vender bem. As redes sociais se encarregarão disso. Não é?” Também Dora Kramer, colunista do Estado de S. Paulo, viu-se numa saia justa diante das cobranças na internet: “Se a ‘mídia golpista’ não tem a menor importância, por que querem tanto que a imprensa comente o livro?”

O silêncio dos jornalões impressionou até mesmo profissionais calejados, acostumados a combater o jogo rasteiro da mídia tradicional. “Sete ministros da presidenta Dilma já caíram, sempre em razão de denúncias de corrupção ou de tráfico de influência. Em todos os casos, a mídia cumpriu o seu papel. Investigou e mancheteou. Impiedosamente. A oposição botou a boca no trombone, como lhe cabe fazer. Mas, desde sexta-feira 9, o que se ouve é um estrondoso silêncio”, criticou Fernandes no Jornal da Gazeta, três dias após o lançamento do livro.

“Alguém invocou a credibilidade do Sombra, aquele que recebia e pagava (propina) e que levou à queda do governador José Roberto Arruda (do Distrito Federal)? Ou dos motivos que levaram Roberto Jefferson a denunciar o mensalão? E o policial João Dias, que recebia dinheiro,como confessou há pouco, mas levou à queda do ministro do Esporte, Orlando Silva?”, indagou. “Os citados no livro A Privataria Tucana seguem em profundo silêncio. A mídia, sempre pronta a investigar e manchetear, como é de seu ofício, também segue em silêncio. Um silêncio estrondoso. Se continuar assim, um silêncio revelador.”

Apesar dessa omissão das principais estrelas do jornalismo nacional e dos grandes veículos de comunicação, o livro virou um fenômeno de vendas. Em apenas quatro dias acabaram os 15 mil exemplares da primeira edição e é grande a procura do volume nas cidades médias e grandes em todos os estados brasileiros.

O leitor tomou conhecimento do lançamento de A Privaria Tucana através da Revista CartaCapital (a única semanal que dedicou ampla reportagem ao assunto), de blogs mais próximos do governo, como o de Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna e Luís Nassif, além de muitos outros de blogueiros menos conhecidos fora do eixo Sul/Sudeste. A Record foi a única emissora de TV a divulgar uma reportagem sobre o livro de Amaury Júnior.

Paulo Henrique revela que a audiência do seu blog cresceu 20% com a divulgação dos fatos atingindo os tucanos, enquanto Rodrigo Vianna comemora um acréscimo de 30% nos acessos de sua página na internet. “O livro fatalmente ficaria restrito aos poucos veículos de comunicação mais críticos se os internautas não fizessem barulho na web”, disse o blogueiro.

“É evidente que a grande mídia tem um peso muito forte para mobilizar a opinião pública. Consegue derrubar ministros e motivar investigações oficiais com facilidade, mas ela não detém mais o monopólio da agenda pública. Não consegue mais esconder um tema como esse. - CartaCapital chegou às bancas na sexta-feira 9 e em menos de 12 horas o Brasil inteiro discutia a sua matéria de capa e o livro do Amaury. Quem tem acesso à internet não ficou sem informação. Já os leitores da velha mídia não tiveram a mesma sorte. Essa omissão pode sair caro.”, arrematou Rodrigo Vianna. 

(O texto é baseado numa reportagem de Rodrigo Martins da Revista CartaCapital).

4 comentários:

  1. Clóvis Manfrini (DRT 2804) Esses dois aí são canalhas da imprensa, são as prostitutas baratas do jornalismo brasileiro, bajuladores de patrões ou ex-patrões. Escrevem com lama de esgôto as suas falsificações que chamam de notícias. Uns pulhas. A grande imprensa ( e seus representantes) no Brasil é um lixo, é um péssimo exemplo de jornalismo, aliás, se é que ainda existe jornalismo, já que hoje em dia qualquer escrve. O jornalismo morreu!

    ResponderExcluir
  2. João Matias - Heliópolis19 de dezembro de 2011 10:14

    Mesmo com os erro do meu portugues ruim que o Zé Fernando, do alto de sua sabedoria não suporta, pois sabe que o livro não se sustenta de pé, eu tenho que perguntar. Será que alguém leu o que li do Merval Pereira no Blog do Noblat? Ele não erra em portugues e diz o óbvio, o livro do Amaury Junior é o maior blefe do ano.
    Todos sabem que ele agora é um assalariado do bispo Edir Macedo que agora está com o PT e não abre.
    A demissão de ministros já estava virando rotina e a parada da vassoura da bruxa do 71 ia lhe tirar a popularidade nas próximas pesquisa. Porque não criar um factóide? Este é a privataria tucana, quando há tantos mais modernos.
    Já disse e repito os dois partidos comem no mesmo coxo mas vamos comer com coisa séria e não com ficção e invenção.

    ResponderExcluir
  3. José Fernandes Costa19 de dezembro de 2011 20:15

    ENDOSSO AS PALAVRAS do Clóvis Manfrini (10h06). - SOMEM-SE A ESSES DOIS TRASTES AÍ outros tais, como o Merval Pereira, a Lúcia Hipólito, o Reynaldo Azevedo e tantos e mais tantas outras e outros que compõem os pulhas de plantão dessa imprensa golpista. - Eles / elas SÃO O LIXO FÉTIDO dessa tal imprensa canalha, que se diz "séria". - E vamos puxar mais uma pontinha na podridão do PSDB e seus "eminentes homens públicos" (as palavras aspeadas são de Fernando Henrique, o boca de sovaco). - Quem se lembra do Tomás Dutra Schmidt? Este é o filho bastardo de Fernando Henrique com uma jornalista, à época, a poderosa do Sistema Globo de Comunicações, Miriam Dutra Schmidt. - Quando FHC começou a subir nas pesquisas para presidente da República, a Miriam Dutra deu uma chave de pernas nele e engravidou. Quando soube que ela estava grávida FHC entrou em parafuso. Seria um escândalo, pra quem iria ser presidente da República, com todas as pompas. Então, ele propôs que ela abortasse. Ela deu de ombros. Não iria matar a galinha dos ovos de ouro. Aí, entrou o pessoal do abafa. Procuraram Roberto Marinho para que a prostituta fosse transferida para outro país. Tudo bem: ela foi para o exterior, com ALTO SALÁRIO, pra não fazer NADA. Só para ter a cria, que seria o filho do presidente. Depois, se intalou numa mansão em Barcelona, com uma tia, além dos criados. E, em setembro de 1991, o menino nasceu. E lá, a Miriam passou 12 anos, com sua tropa de apoio. E a conta, quem pagou? - NÓS. - Como? - Com o dinheiro dos nossos impostos. - E a Globo exigiu isenção da CPMF para as empresas de comunicações, sem o que a prostituta não sairia do Brasil. Iria parir aqui mesmo e FHC que se virasse. - Assim, o governo FHC prontamente isentou os meios de comunicação de pagar a CPMF. - Mas nós pagamos aquela contribuição por todo o tempo em que ela vigorou. - 2. E quem noticiou esse escândalo? - Só a revista Caros Amigos. - Mas toda a imprensa sabia dessa cachorrada. Contudo, convinha muito ficarem de bico fechado. Porque a vantagem foi muito vultosa. - E quem foi o jornalista que assinou a matéria na Caros Amigos, com o título "Um fato jornalístico"? - Palmério Dória. - Palmério Dória também é o autor do livro "HONORÁVEIS BANDIDOS", que faz um retrato falado da família Sarney. Ele conta toda a bandidagem dos Sarney no Maranhão e fora do Maranhão. - Para não sobrecarregar os espaços do blog, paro por aqui. - (Fonte Revista Caros Amigos - Ano IV - nº 37 - abril de 2000)./.

    ResponderExcluir
  4. Arruda caiu numa arapuca. Brasília é assim. E quem armou a arapuca? A turma da bezerra de ouro? e quem foi o denunciante? Durval. Vocês sabem quem é ele? Conhecem a ficha dele? Sabem quanto processos existem contra ele? E neste momento ele está sendo investigado por que? Olha, qualquer criancinha sabe que esse moço não merece fé. Volta Arruda. O DF precisa de você.

    ResponderExcluir