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sábado, 17 de setembro de 2011

UM CORPO QUE CAI - FILMES INESQUECÍVEIS 61º

A Lucinha Peixoto, que é nossa leitora e está com um ótimo blog na internet, sugeriu que incluíssemos nesta série Um Corpo que Cai, uma das obras primas do cineasta inglês Alfred Hitchcock. Uma excelente sugestão. Já escrevi aqui sobre Janela Indiscreta, outro grande trabalho do Mestre do Suspense e sabia que até resenhar 100 filmes, como é meu desejo, teria de escolher mais um do genial diretor britânico. Não sabia ainda qual deles, pois são tantos longas excepcionais. Psicose, Os Pássaros e este sugerido pela bomconselhense estavam na linha de frente. A Lucinha tomou a decisão por mim. Felizmente tenho uma cópia em casa, baixado na internet por minha filha Daniela e pude rever Vertigo (Vertigem) pela terceira vez. Já fazia um tempinho que tinha assistido e naturalmente muitos detalhes escapavam à memória.

Um Corpo que Cai ou Vertigo, assim como Janela Indiscreta é perfeito ou pelo menos está muito próximo da perfeição. Hitchcock exerce todo a sua competência na costura de um roteiro sem falhas, na escolha dos atores, na construção dos diálogos, na trilha sonora que dá o tom ao suspense, no visual incrível do filme, com belíssimas paisagens o tempo inteiro. Há ainda efeitos especiais admiráveis para o ano em que este longa foi rodado, 1958. Você fica a imaginar como é que o cara conseguiu fazer algumas das cenas mostradas naquela época, quando não tinham sido inventados ainda nem o celular, o videocassete ou o computador.

Faltavam ainda 11 anos para o homem pisar no solo lunar e a televisão ainda engatinhava entre nós.

Na verdade – e aí não há nenhum exagero – Vertigem é um filme moderno, atualizadíssimo, que poderia ter sido feito esta semana, embora seja difícil encontrar atualmente um Alfred Hithcock por aí para realizar cinema com tanto talento.

A história é típica do mestre. Madeleine é uma bela mulher, que aparentemente está sofrendo uma crise de identidade. Seu marido, Gavin, contrata o detevive John Ferguson para investigar o comportamento estranho da esposa.

O ex-policial está aposentado porque sofre de acrofobia, uma doença que provoca medo de alturas e vertigens na pessoa. Numa seqüência logo no começo do filme, um agente da lei morre e Ferguson fica com sentimento de culpa, imaginando que se não fosse seu problema de saúde poderia ter salvado o companheiro.

O suspense se desenrola com o detetive seguindo Madeleine, uma bela mulher interpretada pela maravilhosa Kim Novak. Está soberba neste papel. O ex-policial é James Stewart, um dos preferidos de Hithcock, também a estrela principal de Janela Indiscreta.

Os dois personagens se apaixonam, mas o mistério em volta de Madeleine, sua tendência suicida e o medo de altura de Ferguson vão ocasionar mais uma morte e elevar a temperatura do suspense construído de forma muito detalhada pelo cineasta.

Tudo no filme parece ter sido minuciosamente pensado: Stewart dirigindo, com expressão tensa, Novak com ar de mistério, examinando um quadro, as roupas que vestem, a forma como ela arruma o cabelo, os ambientes frequentados pelos personagens, as paisagens em volta, as cores usadas na fotografia desse trabalho... Tudo se encaixa do começo ao fim até chegarmos ao final surpreendente que pode desagradar a uns e deixar maravilhados a outros.

Enfim, Um Corpo que Cai é um clássico inesquecível que está não apenas entre os melhores de Hithcock. Pode fazer parte de qualquer relação dos grandes filmes de todos os tempos.

Perfeito tecnicamente, belo, imperdível.

2 comentários:

  1. Caro Roberto,

    Você sabe que eu escrevo demais, pois mesmo não sendo jornalista nem escritora, eu sempre gostei de "pegar na pena", como dizíamos antigamente. Isto tem uma desvantagem é que não me lembro onde fiz a sugestão do belo filme de Hithcick. Só me lembro que deveria indicá-lo à presidenta, pois são tantos os corpos caindo no seu governo que ele me veio à lembrança.

    Obrigada pelas gentis palavras sobre meu Blog mesmo sabendo que ele ainda não está à altura de ser elencado entre os seu blogs companheiros, mas, chegaremos lá, se Deus quiser.

    Leio sempre suas resenhas de filmes. Um que falei e revi esta semana que passou foi My Fair Lady (Minha Querida Dama). Penso que também merece entrar na sua relação dos 100 mais. Um filme para sonhar.

    Continue nos brindando com sua capacidade de nos instigar, e principalmente de informar. Como você sabe, amigos, amigos, política à parte.

    Lucinha Peixoto (Blog da Lucinha Peixoto)

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  2. Você fez um comentário no filme anterior - Alcatraz, Fuga impossível - fazendo a sugestão, muito boa por sinal.

    Roberto.

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