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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A FAMÍLIA ARRAES TEM HISTÓRIA



É MÃE, E DAÍ? - por Gilberto Marques

O escritor russo, comunista, Máximo Gorki deu o nome de “A Mãe” à sua doutrina socialista. Na perseguição policial da ditadura, muitas vezes o livro foi poupado por causa do nome. No romance – a camponesa submissa, escrava do medo e da brutalidade, assume o domínio de novas crenças e se engaja na luta pela renovação, cheia de coragem e galhardia.

A gravidez de Maria, o parto na estribaria. Do primeiro milagre, nas Bodas de Canaã ao calvário e à ressurreição estava lá, com o menino dela. O vínculo da mulher com o filho tem um caminho longo e aconchegante desde a fecundação. É a primeira casa, o colo, o peito.

O macho tem um papel secundário e rápido, apesar de mágico. A natureza deu à mulher, na criação, o privilégio de ser quase tudo.

A ligação com a mãe tende a ser mais intensa, só por isso. Gaiarsa e Freud ficam na prateleira. - Ana Arraes é um exemplo. Dona de casa e mãe no tempo do pátrio poder, taludos os meninos, foi à luta. Não se acomodou nos louros de ser esposa de um escritor e filha do mito.

Pulou no palanque. Ganhou o mandato. Gostou. Repetiu a dose, aprendeu rápido. Cresceu nas urnas. Entrou no ringue do TCU. Ser filha de Miguel Arraes e mãe de Eduardo pode até ser obstáculo, jamais, porém, será uma mácula.

A competição saiu dos limites do Congresso e ocupou o noticiário. A vitória acachapante assanhou a oposição. O cargo efetivo, de salário gordo e outras vantagens, sempre fomentou disputas acirradas. O escândalo, talvez, tenha sido pela presença de uma mulher na refrega. Pouco se disse da experiência de cada concorrente, inclusive da vitoriosa. A deputada e mãe teve um longo período no Tribunal de Contas de Pernambuco – foi assessora da presidência.

No primeiro pronunciamento, Ana bateu forte, criticando a suspensão das obras públicas e o prejuízo decorrente. É preciso lembrar que o dinheiro público tem sutilezas e formalidades burocráticas inarredáveis. O uso da verba da gasolina do carro de um prefeito para pagar a cirurgia de emergência do motorista do veículo é desvio de finalidade punível. O orçamento, todo ano, tem sua Lei específica. A Lei das Licitações bolina a Doutrina e a Jurisprudência.

A mulher de hoje está nos quartéis, no Judiciário, no Ministério Público, na Polícia. Dilma foi a primeira no Brasil e na ONU. Miguel Arraes gerou dez filhos. Apenas uma filha e dois netos o seguiram na carreira. A escolha credencia o eleito e consagra a origem. Arraes é história. A juventude do governador e o sucesso da dupla dão cacife maior. Aécio e Eduardo. Dois netos num plano de voo alto em busca do Planalto.

*O artigo foi publicado originalmente no Diario de Pernambuco.

*Gilberto Marques é advogado, mora e exerce sua profissão no Recife. Na foto do Blog de João Alberto (DP), a deputada federal Ana Arraes num ato da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, em Brasília.

8 comentários:

  1. José Fernandes Costa30 de setembro de 2011 20:49

    Roberto: - A FAMÍLIA ARRAES TEM HISTÓRIA E TEM ORIGEM! - E PRESERVA A HISTÓRIA, ASSIM COMO PRESERVA A ORIGEM. - MIGUEL ARRAES É EXEMPLO, EM PERNAMBUCO E NO BRASIL. - O artigo em questão está no Diario de Pernambuco, do dia 29.9.2011. - Gilberto Marques é um dos grandes penalistas de Pernambuco. Mora em Recife. - Tive a honra de estudar ao lado dele, se bem que ele seja bem mais novo do que eu./.

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  2. Essa é para o J.F costa e o Gilberto.

    TCU paralisa uma das obras da Copa no Rio. Chamem Ana Arraes!

    “A licitação para a obra de construção de um novo píer de atracação de navios de passageiros no Porto do Rio de Janeiro foi paralisada ontem pelo TCU (Tribunal de Contas da União) por indícios de irregularidades”, segundo a Folha Online, que informa ainda: “A concorrência estava marcada para o próximo dia 10 de outubro. A obra é estimada em cerca de R$ 300 milhões e faz parte dos compromissos assumidos pelo Brasil para a Copa de 2014. A estimativa é que a construção dure dois anos e quatro meses. De acordo com o relator do processo, ministro Valmir Campelo, há indícios de sobrepreço de R$ 45 milhões na licitação. O órgão de controle já havia apontado o problema no ano passado, quando o primeiro edital de licitação foi lançado.”

    Pô, chamem Ana Arraes! Como ela mesma diria, é preciso zelar pelo dinheiro público, “MAS” de olho na política, né.Lucas Leiva/Caetés

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  3. Mulher nordestina, de esquerda e filha de Arraes, uma das vítimas do golpe de 1964, Ana tinha mesmo de ser vítima de calúnia e preconceitos, eu mesma não acredito nessas denúncias da imprensa do sul acho que estão transformando traques em bombas e fabricando escandalos, subescrevo o que assinou esse advogado que a meu vê não está defendendo só o governador e sim Pernambuco e o Nordeste.

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  4. José Fernandes Costa1 de outubro de 2011 01:15

    Como sempre digo: - A Folha de São Paulo NÃO merece NENHUM crédito. Quem cedia carro de reportagem para os "milicos" prenderem, torturarem e matarem, NÃO pode merecer respeito. - E esse que diz chamar-se Lucas Leiva, deve ser uma das viúvas de Sérgio Paranhos Fleuri. Esse "leiva" também NÃO "leva", nem traz NENHUM crédito. - 2. Do livro-documentário "Arraes para sempre", escrito por uma equipe qualificada de jornalistas do Diario de Pernambuco, retiro este trecho: - "Sertanejo do município de Araripe, no Ceará, o ex-governador transferiu para a família a simplicidade que sempre cultivou na vida. O socialista era o único filho homem de José Almino Alencar e Maria Benigna Arraes. Os amigos do ex-governador relatam que ele educou os filhos para 'andar com os próprios pés'. Sempre orientou os 'meninos' a seguirem na vida sem estar à sua sombra. Uma lição contra o nepotismo que o deputado deixa escrita na sua história." - 3. Como sabemos, na política, poucos têm biografia digna ou mediana. - Mas a FAMÍLIA ARRAES, TEM BIOGRAFIA DIGNA. E ESTA DEVE E PRECISA SER RESPEITADA, PORQUE A FAMÍLIA TEM DIGNIDADE. - É ISSO./.

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  5. J.F Costa, o BOOM econômico de PERNAMBUCO E DO BRASIL infelizmente coloca VENDA em vossos olhos.
    O molusco fez o que fez com nossas instituições,é endeusado por uma minoria desqualificada e desprovida de inteligência.
    E agora o GALEGUIM dos olhos verdes,faz o que faz,manda e desmanda,faz conluio,jogatas...
    NEPOTISMO PURO.
    Não quero saber se A deputada é filha deste ou daquele,A LEI É PARA TODOS.

    Acabou a casa grande e a senzala amigo.

    Elegeu-se utilizando da máquina do estado e do prestígio do GALEGUIM ante o MOLUSCO ANALFABETO.
    será que os FINS justificam os MEIOS? responda se puder,seu bajulador.

    Lucas Leiva/CAETÉS

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  6. José Fernandes Costa1 de outubro de 2011 14:10

    NÃO costumo dar respostas aos analfabetos agressivos. - Se assim eu o fizesse, estaria igualando-me aos tais analfabetos hostis e provocadores! - NÃO TENHO POR QUE ficar nessa de trocar insultos com tais pessoas! - Seria demonstrar falta de inteligência de minha parte! - NÃO tenho por quê! - É ISSO./.

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  7. Será que foi realmente uma vitória para Pernambuco ou foi uma vitória pessoal com objetivos pessoais utilizando o que é do povo. A real intenção dessa família e os seus mais próximos, poque os que estão chegando agora encapados de aliados, são apenas oportunistas, só o tempo dirá. Não gosto da forma como vem agindo esse governo, se diz democrático mas usa as mesmas ferramentas da ditadura, com outra roupagem é claro!

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  8. A questão não é a relação edipiana de Dudu Malvadeza com sua mãe. O problema é notória incompetência dela como deputada que faltou há dezenas de sessões e por não ter a menornoção de ser ministra do TCU. Como diria Casoy é uma vergonha. (os secretários e o vice-governador que foram à Brasilia para fazer campanha vão devolver o dinheiro das passagens e das diárias???)

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