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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O SONHO DA BR-423 DUPLICADA

A duplicação da BR-232, entre Recife e Caruaru e depois até São Caetano foi um marco na história de Pernambuco. Quando a estrada foi alargada, possibilitando melhor o fluxo de veículos, municípios como Vitória de Santo Antão, Gravatá, Bezerros e principalmente a capital do Agreste passaram a se desenvolver num ritmo muito veloz. Até Pombos e São Caetano, dois municípios parados no tempo, cresceram a olhos vistos. Quem olha todas essas cidades, cortadas pela BR, lembrando de 10 anos atrás e compara com a situação de hoje constata que foi uma mudança fenomenal. Aí você pega Belo Jardim, Cachoeirinha, Lajedo, Garanhuns e outros municípios que estão fora da rota de duplicação e nota que esses quatro e outros ficaram para trás. Logicamente não é só uma rodovia que traz desenvolvimento, mas está evidente que a BR-232 contribuiu muito mais com o desenvolvimento de Vitória de Santo Antão e Caruaru, do que todos os cursos universitários juntos fizeram pela nossa Garanhuns. As estradas na maioria das vezes atraem indústrias, fortalecem o comércio, a agricultura e a economia de modo geral. As faculdades, que são importantes, trazem os estudantes, professores, geram uns poucos empregos diretos e indiretos e o impacto sobre a economia parece bem menor. Até porque os alunos, estes que hoje vêm estudar direito, engenharia, medicina, agronomia, psicologia, veterinária, etc, pegam o diploma e vão procurar emprego em outro lugar. O jovem não vai fazer um curso desses para trabalhar no Pérola ou Ferreira Costa.
A duplicação da BR-423, uma bandeira que foi levantada - faça-se justiça! - inicialmente pelo prefeito Luiz Carlos (teve gente que levou até na gozação, no começo de tudo), começa a tomar forma. É um sonho que está caminhando para se transformar em realidade. Essa obra, caso concluída no Governo da Presidenta Dilma, como está sendo prometido, terá o mesmo efeito sobre a nossa região que teve nos municípios da outra parte do Agreste do Estado? Pode até não chegar a tanto. Não temos dúvida, porém, que irá contribuir com um maior desenvolvimento de Cachoeirinha, Lajedo, Jupi e principalmente Garanhuns. Essa rodovia, hoje, já está saturada. Diariamente, automóveis, ônibus, caminhões e mais caminhões estão tornando o trânsito difícil e perigoso. A pista única inibe ou atrasa o transporte de produtos agrícolas, comerciais, industriais e todo tipo de negócio que usa o transporte sobre quatro rodas. É preciso portanto tirar essa obra do papel, fazê-la, dá a Garanhuns e ao Agreste Meridional a sua chance. De todo jeito, agora sim, creio que estamos caminhando em direção ao futuro.(Foto da BR-423 publicada originalmente no Blog V&C Artigos e Notícias).

4 comentários:

  1. espero q um dia isto aconteça, para q assim aconteça também o tão sonhado shopping, esse no qual já estou perdendo as esperanças q saia ! ou já perdi !!!

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  2. Antônio Gonçalves1 de setembro de 2011 06:38

    Realmente,Garanhuns está formando mão de obra para as outras cidades os novos doutores vão para Caruaru e Recife e a cidade na mesma. Precisamos é de indústrias e empregos.

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  3. Caro Roberto Almeida,

    Eu estive em Bom Conselho recentemente, no Encontro de Blogueiros, e lá, esperava conhecê-lo pessoalmente, como aconteceu com outros garanhunhenses valorosos, como o Wagner Marques, Altamir Pinheiro e Ronaldo César entre outros. Mas, não faltará oportunidade.

    Não sou muito de fazer comentários mas não resisto quando a assunto é realmente importante, como é o caso da BR-423. Eu, que além de ser um jornalista bissexto, sou também um motarista idem, sofri nesta estrada mais do que o Lula em direção a São Paulo, como imigrante, neste último domingo. Já está mesmo na hora de duplicá-la.

    Cheguei a pegar uma fila de 8 caminhões mantendo distância um do outro na base do meio metro. Não sei se era uma proteção contra os roubos, pois como você sabe, é corrupção lá e assaltos cá. Fiquei atrás deles por um bom tempo aproveitando para apreciar nossa bela paisagem. Mas, vi que no ritmo em que vinha quando chegasse a Bom Conselho, o Encontro já haveria terminado. Então resolvi arriscar a vida, minha e da mulher, imprimindo um velocidade ao meu carro nunca por mim imaginada. (100km/h). Foi uma aventura.

    No entanto, o que todos nós queremos pode não aparecer tão breve. Por mais que queiram nos dizer ao contrário, estamos começando uma crise de recursos que eu não sei se o PAC aguentará arcar com o custo, como nos prometeu nossa presidente.

    Resta-nos uma saída honrosa, ou não, como já está sendo feito em relação às obras da Copa do Mundo: privatização. Mas, da mesma forma que “não se fala em corda na casa de enforcado”, não se fala em privatização num estado governado por um socialista, como é o nosso. O que acho um erro tremendo, pois poderemos ter gente se enforcando, por não reconhecer a existência da corda.

    O governador Eduardo Campos só teria a ganhar politicamente se ele desse o ponta pé inicial no processo, começando com a BR-232. Se não o fizer, quando tivermos a 423 duplicada, a BR-232 já acabou, e a região ficará “ na mão” do mesmo jeito. É uma pena que o nosso governador, seja tão pouco socialista com SUAPE e região metropolitana do Recife, e um exacerbado socialista com nossas melhores estradas.

    Esqueci que isto era só um comentário, e me estendi um pouco, desculpe. Parabéns pelo sempre bom texto.

    Zé Carlos (Blog da A Gazeta Digital)

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  4. Roberto você tem toda razão. Para quê universidades, esses doutorzinhos formados aqui vão desenvolver outras cidades e deixar a região na mesma. Para que investir nessas inutilidades, não geram empregos, afinal o que precisamos é de mão de obra para trabalhar no Pérola e no Ferreira Costa, esses sim desenvolvem a região. Fazem a cidade crescer. Precisamos é de peões para grandes industrias cujas sedes fiquem bem longe daqui. Porque essas sim movimentam a região. Mas universidades que só formam uns doutorzinhos inúteis e só trazem para cá um bando de professores que em nada contribuem com a região não ajudam em nada.

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