SEBRAE

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

ESTADO LUTA CONTRA ESTUPRO DO FORRÓ

Na postagem de Felipe Alapenha contando a luta para a realização do Forrobom deste ano - citada aqui anteriormente - há um dado importante que ainda não foi abordado. Estamos nos referindo a revelação, feita pelo filho da prefeita de Bom Conselho, de que várias bandas listadas pela Secretaria de Cultura do Município vizinho foram vetadas pela Fundarpe. A Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco deu preferência aos grupos musicais vinculados à autêntica música nordestina, ao forro pé-de-serra. Sem explicitar, sem fazer alarde, o nosso estado segue a mesma linha adotada pelo cantor e Secretário de Cultura da Paraíba, Chico César, de não gastar dinheiro público com bandas de forró estilizado ou eletrônico. Esta política adotada em algumas cidades e estados do Nordeste está correta, principalmente porque alguns grupos do falso forró não merecem o menor respeito. É só lembrar o artigo de Ariano Suassuna reproduzido neste blog, criticando a pobreza cultural de algumas bandas que estão em moda, para se perceber quem está com a razão. Não é radicalismo de Chico César e da Fundarpe, é preciso mesmo que se faça uma opção entre a cultura e a putaria musical com fins lucrativos.
A propósito deste tema, no Jornal do Commercio de hoje o jornalista José Teles assina uma bela reportagem em que são citados artistas como Flávio José, Santanna, Maciel Melo e Alcymar Monteiro. Todos eles - forrozeiros realmente de valor - estão com a agenda lotada de shows em diversas cidades importantes do Nordeste. E adotaram a estratégia de não lançar discos, que só deverão sair depois do período junino. Como o trabalho deles não é descartável, será bem recebido em qualquer época do ano. Segundo Teles, esse cantores e compositores estão usando novas armas na luta contra as "bandas de fuleiragem".
Aqui na cidade, podemos incluir Gláucio Costa, Zezinho de Garanhuns e Mourinha do Forró neste time. Também são bons, defendem a autêntica música regional e consciente ou inconscientemente estão ao lado de Flávio, Alcymar e outros da linhagem de Gonzagão nesta batalha contra os estupradores do forró.

3 comentários:

  1. Viva o Forró, o autêntico forró:
    O de pé de serra, numa sala de rebôco, nos pátios nas escolas nos ensaios e apresentações das quadrilhas tradicionais.
    Viva os que defendem a nossa cultura e que lutam contra mega empresários do "forró enlatado e sem pudor".
    Viva Zezinho de Garanhuns.

    Antonio Ivo - Garanhuns/PE

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  2. Ir de encontro á revolução musical,ruim ou boa,é puro besteirol.

    C E N S U R A n u n c a M A I S !.

    Demétrio Campos

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  3. Muita gente pensa que forró pé de serra é sinônimo do bom forró, se engana quem pensa assim, para esses que assim pensam, quando se fala em zabumba triangulo e sanfona, eles falam, taí o verdadeiro forro pé de serra, pois bem, a maioria é LIXO LIXO LIXO, e se aproveitando de Luiz Gonzaga e os compositores da época, o forró de plastico como chma chico Sesar realmente é uma disgraça mas é uma disgraça muitas vezes bem feita porque tem grandes músicos no meio e o pé de serra que se ver por aí é a boa música sendo feita por músicos de pessima qualidade e sem criatividade.

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