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GOVERNO DO ESTADO

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GOVERNO DE PERNAMBUCO - FUNDARPE

quinta-feira, 31 de março de 2011

A DOENÇA DE BOLSONARO

Jair Bolsonaro é um lixo. Aqui pode até haver ofensa deliberada, mas não há preconceito. É que o deputado de extrema direita, sempre pontuando sua atuação em Brasília como um intransigente defensor da ditadura, da tortura, da violação dos direitos humanos e de tudo que fere a dignidade humana agora volta aos holofotes por declarações racistas e homofóbicas numa resposta dada a cantora Preta Gil. Ele se acha correto e bem criado, acredita ter educado bem seus filhos e imagina que a artista representa exatamente o oposto: não foi bem encaminhada na vida, não sabe educar e por isso não serve de exemplo para ninguém. Jair Bolsonaro é branco, se dependesse dele os militares voltariam a governar o país com mão de ferro, haveria censura, os bem nascidos seriam privilegiados e as minorias e os negros seriam perseguidos, "colocados no seu devido lugar". São homens como Bolsonaro que tornaram possível 1964 no Brasil, o fascismo na Itália e o nazismo na Alemanha. Representam um perigo à democracia e ao ser humano. Por isso repito: Jair Bolsonaro é um lixo, não serve pra nada a não ser assombrar quem preza pela democracia e pelo respeito. Embora não tenha muitas informações sobre a cantora Preta Gil, prefiro o seu exemplo ao do parlamentar. Ser negra e lésbica não a torna perigosa, até porque a cor da pele e a opção sexual não são transmitidas no ar. Bolsonaro sim, tem uma doença e é contagiosa. Os ignorantes podem contraí-la facilmente.

8 comentários:

  1. Hoje eu iria publicar no Blog da CIT, uma opinião minha sobre este affaire entre Preta Gil e o Bolsonaro. O Zezinho tinha um artigo sobre o José Alencar. Não quis misturar o José de Alencar com Bolsonaro, para não ter que ir correndo me confessar.

    Mesmo assim, igual a mim, de vez em quando o Roberto pega pesado, principalmente quando ele ouve a palavra “direita”. Ele pode não deve ter servido ao exército, pois não atenderia a ordem “direita volver”. O Bolsonaro não é um lixo. Ninguém o é. Agora, suas ideias quanto a homossexuais e negros (ele diz ter se enganado, leiam amanhã meu artigo no Blog da CIT, e desculpe Roberto o comercial), são lixo. Outras suas ideais nem tanto, pelo menos para mim, por exemplo sobre o “sistema de cotas”.

    Neste caso específico da Preta Gil, o Bolsonaro, mais uma vez abriu a boca mais do que o cérebro que tem, lhe permite. Não é porque a Preta Gil, gosta tanto de “espada” quanto de “bainha” que pode ser chamada de promíscua. Não vou reproduzir meu artigo todo aqui, vejam amanhã. Aqui só uma “palhinha” dele:

    “Em suma, aqueles que acham que trocar a “espada” pela “bainha”, ou vice-versa, é promiscuidade, podem ter razão em casos excepcionais. Ter um filho homossexual é uma benção quanto ter um filho branco ou preto. Talvez a única diferença é que, no caso da homossexualidade, só se vai saber se a “espada” ou a “bainha” são eficientes ou não para aquele pequenino, anos depois do seu nascimento. Nos meus filhos elas estão funcionando bem, já no meu netinho, só saberei daqui a alguns anos. E espero que neste período de tempo, se aquela “espadinha” reluzente veio trocada pelo processo produtivo, todos entendam que, mesmo assim ele terá direito de ser feliz. O mundo marcha para isto queiram os “Bolsonaros” e outros enrustidos ou não.”

    Lucinha Peixoto (Blog da CIT)

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  2. Amigo Roberto Almeida,

    O pior de tudo é que muitos imbecis,potenciais torturadores como ele, defendem essa mesma ideologia de Jair Bolsonaro, País afora.
    Imbecis que o elegem a cada quatro anos, muitos deles, militares frustrados saudosos da ditadura militar.
    Inclusive, aí em Garanhuns, em Pernambuco.
    Concordo com a sua indignação, mas do lixo a gente ainda consegue retirar muita coisa boa, com a reciclagem e até a arte.
    Dessa gente, não se tira nada que preste.
    Só o que o gato enterra.

    Ruy Sarinho
    Olinda/PE

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  3. Bolsonaro só tem uma virtude. É quando rasga os petralhas. Aí, ele acerta na veia!!!!!!!!!!!!!!

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  4. João Paulo Vasconcelos31 de março de 2011 09:46

    É lamentável que numa época de mundo globalizado, a busca pelo bem estar social, físico e mental, tecnologia avançando a passos largos, entre outros, ainda há homens com conceitos tão minúsculos como o "lixo humano" em questão.
    É importante sempre tocar nesse assunto, Roberto.
    Ótimo "post" e é ótimo lembrar e questionar para que esse vírus seja exterminado de toda a opinião pública.

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  5. Esse é o pais do contraste, morremos de medo de ser governados por um militar torturador. No entanto somos governada por uma guerrilheira assassina que na época queria implantar uma ditadura de Che guevara e Fidel Castro no Brasil.

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  6. Pior que nazismo e fascismo, foi o socialismo...
    qualquer livro de história mostra isso.

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  7. O BOLSONARO MASSACRADO ESCONDE UMA VIOLÊNCIA DE ESTADO.
    Esse texto eu li no blog do Reinaldo Azevedo,achei-o interessante para o momento.

    Um dos problemas de Jair Bolsonaro é o despreparo intelectual. As coisas certas que diz se misturam com as erradas, e boa parte da imprensa, evidentemente, por culpa dele, dará destaque às erradas. Não obstante, toca em questões que a covardia coletiva evita. Leiam o que vai na Folha Online. Volto em seguida:

    O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) fez mais declarações polêmicas nesta quinta-feira. Em entrevista à rádio Estadão-ESPN, Bolsonaro afirmou que não admite “apologia ao homossexualismo”, ao criticar o que ele chama de “kit gay” - vídeos anti-homofobia que o Ministério da Educação estuda distribuir às escolas. Para o deputado, a “briga” entre ele e a comunidade gay não tem nenhuma relação com homofobia. “Atenção pais: os seus filhos vão receber um kit que diz que é pra combater a homofobia, mas que, na verdade, estimula o homossexualismo. Para mim, isso é grave. Eu não admito você fazer apologia ao homossexualismo, idolatrar o homossexual”, disse Bolsonaro.

    Questionado pela rádio sobre como seria se ele tivesse um filho gay, o deputado disse acreditar que homossexualismo é uma questão de educação. “Eu não corro esse risco, eduquei muito bem meus filhos. Nós somos produto do meio. Eu sou contra a adoção por casais homossexuais. Se qualquer um de nós for criado por um homossexual, com toda certeza vai ser um homossexual”, afirmou.

    Na entrevista, Bolsonaro fala ainda sobre um suposto aumento do número de gays atualmente. Para ele, há mais gays hoje por conta de “consumo de drogas, promiscuidade, o meio em que ele [o jovem] acaba vivendo, achando que tudo democrático é bacana, tudo é culpa da ditadura”. O deputado aproveitou o espaço também para “saudar” os militares pelo 31 de março, data do golpe militar de 1964.

    Voltei
    Obviamente, ele não sabe o que diz. Qualquer pessoa que tenha estudado mínimamente o assunto — e ele poderia socorrer à ajuda de especialistas — sabe que essa história de que o meio faz o homossexual é um tolice gigantesca; ou não haveria homossexuais em lares heterossexuais. Aí Bolsonaro até poderia dizer que faltaram algumas porradas… É indefensável porque é uma besteira, um preconceito chulo, uma mentira comprovada.

    Ao botar em primeiro plano seu achismo, seus chutes, sua retórica desmesurada, acaba comprometendo o lado sensato do seu combate, que existe, sim: o material preparado pelo Ministério da Educação é inaceitável sob qualquer critério que se queira (ver abaixo). A escola pode e deve debater, já deixei claro, preconceito e intolerância, mas NÃO PRECISA E NÃO DEVE FAZÊ-LO NUMA LINGUAGEM MILITANTE.

    Não precisam porque é necessário que os alunos entendam conceitualmente uma questão. E não devem porque exorbitam de sua função e seqüestram uma prerrogativa que é da família. Escola pública é “estado”, e “estado” não deve ter lado em questões que digam respeito à moral privada. Só os estados fascistas entram nessa.

    Bolsonaro deve ser combatido na sua ignorância. Mas nenhum estado foi autoritário o bastante até hoje a ponto de proibir que alguém seja ignorante, entenderam? Estou sendo claríssimo nesse debate. É preciso estar munido de muita má fé para apontar uma suposta ambigüidade minha. Ambigüidade é o escambau! O deputado está falando besteira no que concerne às razões que levam alguém a ser gay. Visivelmente, prefere seu preconceito à informação. Quanto ao material preparado pelo MEC, dizer o quê? Aquilo é proselitismo mesmo! Não acho que alguém se tornará homossexual por causa dele. O ponto é outro: o estado está indo além do que lhe é permitido.

    O Bolsonaro massacrado esconde uma violência de estado. O MEC está tentando assumir o lugar que cabe às famílias, o que é próprio das ditaduras, não das democracias.
    Einstein,recife/PE.

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  8. Essa eu li no blog do NOBLAT,é interessante.

    Imaginem a seguinte cena: em campanha eleitoral, o deputado Jair Bolsonaro está no estúdio de uma emissora de televisão na cidade de Pelotas. Enquanto espera a vez de entrar no ar, ajeita a gravata de um amigo. Eles não sabem que estão sendo filmados. Bolsonaro diz: "Pelotas é um pólo exportador, não é? Pólo exportador de veados..." E ri.

    A cena existiu, mas com outros personagens. O autor da piada boçal foi Lula, e o amigo da gravata torta, Fernando Marroni, ex-prefeito de Pelotas. Agora, imaginem a gritaria dos linchadores "do bem", da patrulha dos "progressistas", da turma dos que recortam a liberdade em nome de outro mundo possível... Mas era Lula!

    Então muita gente o defendeu para negar munição à direita. Assim estamos: não importa o que se pensa, o que se diz e o que se faz, mas quem pensa, quem diz e quem faz. Décadas de ditaduras e governos autoritários atrasaram o enraizamento de uma genuína cultura de liberdade e democracia entre nós.

    Nosso apego à liberdade e à democracia e nosso entendimento sobre o que significam liberdade e democracia são duramente postos à prova quando nos deparamos com a intolerância. Nossa capacidade de tolerar os intolerantes é que dá a medida do nosso comprometimento para valer com a liberdade e a democracia.

    Linchar Bolsonaro é fácil. Ele é um símbolo, uma síntese do mal e do feio. É um Judas para ser malhado. Difícil é, discordando radicalmente de cada palavra dele, defender seu direito de pensar e de dizer as maiores barbaridades.

    A patrulha estridente do politicamente correto é opressiva, autoritária, antidemocrática. Em nome da liberdade, da igualdade e da tolerância, recorta a liberdade, afirma a desigualdade e incita a intolerância. Bolsonaro é contra cotas raciais, o projeto de lei da homofobia, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais gays.

    Ora, sou a favor de tudo isso - e para defender meu direito de ser a favor é que defendo o direito dele de ser contra. Porque se o direito de ser contra for negado a Bolsonaro hoje, o direito de ser a favor pode ser negado a mim amanhã de acordo com a ideologia dos que estiverem no poder.

    Se minha reação a Bolsonaro for igual e contrária à dele me torno igual a ele - eu, um intolerante "do bem"; ele, um intolerante "do mal". Dois intolerantes, no fim das contas. Quanto mais intolerante for Bolsonaro, mais tolerante devo ser, porque penso o contrário dele, mas também quero ser o contrário dele.

    O mais curioso é que muitos dos líderes do "Cassa e cala Bolsonaro" se insurgiram contra a censura, a falta de liberdade e de democracia durante o regime militar. Nós que sentimos na pele a mão pesada da opressão não deveríamos ser os mais convictamente libertários? Ou processar, cassar, calar em nome do “bem” pode?

    Quando Lula apontou os "louros de olhos azuis" como responsáveis pela crise econômica mundial não estava manifestando um preconceito? Sempre que se associam malfeitorias a um grupo a partir de suas características físicas, de cor ou de origem, é claro que se está disseminando preconceito, racismo, xenofobia.

    Bolsonaro deve ser criticado tanto quanto qualquer um que pense e diga o contrário dele. Se alguém ou algum grupo sentir-se ofendido, que o processe por injúria, calúnia, difamação. E que peça na justiça indenização por danos morais. Foi o que fizeram contra mim o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Mas daí a querer cassar o mandato de Bolsonaro vai uma grande distância.

    Se a questão for de falta de decoro, sugiro revermos nossa capacidade seletiva de tolerância. Falta de decoro maior é roubar, corromper ou dilapidar o patrimônio público. No entanto, somos um dos povos mais tolerantes com ladrões e corruptos. Preferimos exercitar nossa intolerância contra quem pensa e diz coisas execráveis.

    E tudo em nome da liberdade e da democracia...

    Einstein,recife/PE

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