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domingo, 26 de dezembro de 2010

O MILAGRE DE APARECIDA

Num primeiro momento, fazer um filme sobre a Padroeira do Brasil parece um investimento sem risco de erro. Afinal, estamos em um dos maiores países católicos do mundo e religião atrai as pessoas, como provaram "Chico Xavier" e "Nosso Lar", que fizeram mais de 7 milhões de ingressos. Mas, ainda assim, o produtor Paulo Thiago e a diretora Tizuka Yamasaki  i, responsáveis por "Aparecida - O Milagre",  sabem que com bilheterias de cinema não se brinca.

“Os espíritas são mais militantes do que os católicos”, opina a diretora. “Mas, oficialmente, existem mais católicos no Brasil. Resta saber se eles vão assumir o filme e ter orgulho de serem católicos”. Para ela, as pessoas perderam a fé religiosa mas estão recuperando. “Vivemos uma época em que as pessoas buscam uma ajuda na religião”.

Ao final do longa, um letreiro diz que todos os anos, cerca de 9 milhões de pessoas visitam a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo. Por isso Thiago e Tizuka têm alta expectativa sobre a parcela dessas pessoas que irão ao cinema ver o filme. Mesmo assim, o produtor garante: “Não será frustração se o filme não fizer a mesma bilheteria que os espíritas”. Para Thiago, o cinema deve se abrir para todas as religiões. “Se vier um filme evangélico, também será benvindo”.

Mesmo dizendo não ser devota da santa, Tizuka disse que sempre soube ser a pessoa certa para fazer o filme. “Quando soube que estavam fazendo um filme sobre Nossa Senhora Aparecida, eu me ofereci para dirigir. Não tem outro diretor melhor para fazer o longa. Ou eles são comunistas ou hippies”, arrisca. Ela conta que o cinema lhe serve para aprender sobre a vida. “Eu tenho uma história com a santa. Ela já me deu vários sinais ao longo da vida. Mas esse era um assunto que eu não conhecia a fundo. Essas incógnitas são o que me atrai”.

O filme, que  já está em cartaz em várias cidades do país, traz Murilo Rosa, Maria Fernanda Cândido e Leona Cavalli nos papéis centrais. (Fonte: Portal UOL).

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