SEBRAE

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sábado, 25 de dezembro de 2010

A HERANÇA DE QUÉRCIA E DO MDB

Orestes Quércia (foto) se elegeu senador da República pelo antigo MDB em 1974, quando era ainda bastante jovem. Naquele ano o partido de oposição ao regime militar deu uma surra tremenda na Arena, que dava sustentação ao Governo. Em Pernambuco, Marcos Freire venceria Cleofas e também despontaria como liderança política no cenário nacional. O Movimento Democrático Brasileiro, à frente o deputado Ulisses Guimarães, exercia um papel político importante no Brasil, com nomes cultuados como heróis em diversos estados da Federação: Além dos já citados tinha Jarbas Vasconcelos, Roberto Freire, Pedro Simon, Paulo Brossard, Egídio Ferreira Lima, Franco Montoro e um pouco mais na frente Cristina Tavares.

Aqui em Garanhuns e região tínhamos homens como Ivan Rodrigues, Marlos Duarte, Humberto de Morais, Pedro Leite,  Lívio Valença, Zé Mota, Samuel Salgado,  José Cavalcanti, Paulo Brito, Gildo Marques, José Gila...Os peemedebistas do interior, que enfrentavam os coroneis com a cara e a coragem.

Todos esses e muitos outros foram valiosos na luta pela democracia. Arraes só voltou do exílio em 1979. O PT somente seria criado em 1980. Quércia, que de vereador de Campinas terminou virando senador e chegou ao Governo do seu Estado, durante anos foi respeitado e admirado, pelos paulistas e por brasileiros de várias regiões. Fez uma administração aprovada amplamente pela população e conseguiu eleger o seu poste, o secretário de Segurança do Estado, Luiz Antônio Fleury. Foi o Celso Pitta de Orestes. Depois dessa sua criação nunca mais se levantou na política, ficou rotulado como corrupto e a doença foi lhe corroendo aos poucos. 

Quércia descansou e com ele leva a lembrança de um tempo de idealismo, de coragem e de mais confiança nos políticos em geral. Prefiro lembrar do ex-governador paulista como companheiro de Ulisses, de Marcos Freire, do Jarbas de outros tempos, de Montoro e tanta gente boa que lutou contra a opressão e o arbítrio. A democracia pregada pelo velho MDB era uma utopia bonita. A que temos hoje é saudável, por certo,  mas precisamos resgatar os ideais dos militantes dos anos de chumbo e conciliar liberdade com justiça social, ética e respeito à população brasileira.

2 comentários:

  1. Prezado Roberto,
    Incluiria, sem dúvida, dentre os os líderes da nossa região que lutaram para e pela a democracia, Dr. Antônio de Pádua, um dos maiores socialistas do nosso Estado.

    Carlos Henrique Santana
    Garanhuns - PE/Maceió - AL

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  2. Boa lembrança,que tempo dificil mais lutavamos com muitos sonhos, gostaria de lembrar do bravo companheiro João Leonel, um abraço e um feliz ano novo para voce e para todos que acompanham seu blog.

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