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domingo, 16 de maio de 2010

A SABEDORIA DE CÍCERO


Lendo o excelente Blog Rosas do Capibaribe, da recifense Judit Martins, descubro um texto curto cheio de sabedoria. É impossível se deparar com palavras tão geniais, de um homem muito à frente do seu tempo, para não querer partilhá-las com os amigos, os leitores. É um trecho do livro "Saber Envelhecer", de Cícero, filósofo, advogado, orador e político da Roma Antiga. Eis a pérola:

"Em geral, parece-me, perdemos o apetite de viver quando nossas paixões são saciadas.
Devem os adolescentes lamentar a perda do que adoravam quando crianças?
E poderiam os homens maduros ter saudade do que amavam quando adolescentes?
Também eles têm seus gostos, que não são os dos velhos.
A velhice, enfim, tem suas inclinações próprias.
E estas por sua vez se desvanecem como desapareceram as das idades precedentes.
Quando esse momento chega, a saciedade que sentimos nos prepara naturalmente para a proximidade da morte.”

“As melhores armas para a velhice são o conhecimento e a prática das virtudes.
Cultivados em qualquer idade, eles dão frutos soberbos no término de uma existência bem vivida.
Eles não somente jamais nos abandonam, mesmo no último momento da vida – o que já é muito importante – , como também a simples consciência de ter vivido sabiamente, associada à lembrança de seus próprios benefícios, é uma sensação das mais agradáveis.”


“São suas próprias faltas, suas insuficiências que os imbecis imputam à velhice.”


Cícero, Marco Túlio Saber envelhecer e A amizade.

Quando se é jovem, não se pensa no envelhecer. Menos ainda na morte. E são inevitáveis. Só não fica velho quem morre cedo, diz um velho dito popular. Quanto à partida definitiva deste mundo de cá, devemos lembrar de Santo Agostinho, um dos sábios da Igreja Católica, autor de "As Confissões". Ele pregava: "Devemos viver preparados para a morte. Mas devemos viver como se nunca fôssemos morrer".

Cícero e Agostinho não são chamados para entristecer o domingo. Ao contrário, com sua sabedoria eles nos inspiram a viver. Viver em plenitude e não simplesmente passar pela vida, contaminados pelas aparências, pela vaidade e pelo supérfluo. Vamos todos viver: com o que nos oferece a infância, a juventude, a maturidade e o descanso eterno, um dia, quando deixamos tudo isso aqui para filhos, netos e todos que vem depois de nós.

Um comentário:

  1. Roberto.

    Acompanho sempre você. Mas, não pude resistir à necessidade de louvar este seu artigo, que na essência, nos ensina a viver. Até o último momento desta vida.E nos encaminha para os primeiros momenos da próxima vida.

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