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domingo, 16 de maio de 2010

FILMES INEQUECÍVEIS VI

Williams como o professor Keating: subvertendo as regras

SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS

Peter Weir, cineasta inglês, assina algumas grandes obras da sétima arte a partir do final dos anos 80. Dentre os bons filmes do britânico, destaque para A Testemunha, com Harrison Ford, O Show de Truman, estrelado por Jim Carrey e Sociedade dos Poetas Mortos, que tem no papel principal o ator Robin Williams, talvez no melhor papel de sua carreira.

Sociedade dos Poetas Mortos é de 1989 e desde que apareceu nas telas brasileiras (ou americanas ou européias) conquistou a simpatia da crítica e do público, principalmente dos jovens que certamente se identificam muito com a história contada.

A produção americana mostra uma tradicional escola da Europa, chamada Academia Welton, na qual só ingressam jovens privilegiados. O educandário, guardadas as devidas proporções uma espécie de Colégio Diocesano dos anos 60 ou 70, defende valores que se baseiam em quatro pilares: tradição, honra, disciplina e excelência. A direção opta claramente pelo ensino das Ciências Exatas, da forma mais tradicional possível, rejeitando a educação através da arte. É o colégio servindo como “aparelho ideológico”, doutrinando os alunos para obedecer, seguir um modelo de vida autoritário e possivelmente se dar bem na vida.

É aí que entra em cena o professor John Keating, interpretado por Willians, que tinha estudado na escola, porém não tem mais (devia ter tido quando aluno) a concepção arcaica e ditatorial dos outros professores e da direção. Ele é inteligente, sensível, engraçado, poético, cheio de vida e tudo isso tenta passar para os estudantes. Seus métodos são questionados, o professor insiste, os alunos simplesmente se apaixonam por aquela maneira maravilhosa de ver o mundo e o choque entre o passado e o futuro, o novo e o velho, o reacionarismo e o revolucionário – tudo isso presente no filme de forma direta ou indireta – vai levar o longa para um final dramático.

Podemos dizer que este magnífico e inesquecível filme de Peter Weir fez a cabeça de algumas gerações, nos últimos 30 anos. Em Garanhuns mesmo, rapazes estudantes da escola pública criaram movimentos como a Sociedade dos Poetas Vivos João Cabral de Melo Neto e Sociedade dos Poetas Vivos Ariano Suassuna, claramente inspirados na história tão bem encarnada pelo “Professor Robin Williams”. Muito se escreveu sobre esse filme, rendeu muita discussão, foi utilizado inúmeras vezes como trabalho de escola, mas o melhor mesmo, não há dúvida, é assistir uma, duas, três ou mais vezes essa obra prima do cinema americano com um toque inglês e escocês. Uma história bonita, digna e emocionante difícil de esquecer que a gente termina carregando como uma grande lição para o resto de nossas vidas.

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