terça-feira, 20 de abril de 2010

UMA DEFESA DE GARANHUNS!

O nosso artigo "Garanhuns por Inteiro" provocou uma dúzia de comentários. A maioria entendeu bem a análise e concordou com o conteúdo do texto. Outros viram preconceito onde não existe, tomaram a parte pelo todo e discordaram. É sempre assim, não se consegue, nunca, agradar a todos, mesmo com boas intenções. Um dos que escreveram foi o engenheiro Paulo Camelo (foto). Seu comentário já foi publicado, mas ele reenviou, com algumas correções e agora sai novamente como se fosse uma postagem do titular. Eis a análise de Paulo sobre a nossa Garanhuns:

Garanhuns é uma cidade Cosmopolita sem domínio político familiar e sem líder burguês. À Direita carece de um líder burguês, enquanto que à Esquerda, autêntica, ainda não conseguiu ocupar o poder em nossa cidade, para que possamos tirar à prova dos nove. À Direita, defensora do capitalismo, não possui um "padrinho político" em nossa cidade, consequentemente ela se comporta como um barco à deriva e sempre procura abrigo no guarda-chuva dos políticos que nada têm em comum com a nossa cidade, a exemplo de Armando Monteiro, Sérgio Guerra, Maurício Rands, Inocêncio Oliveira, José Chaves, etc. À Direita não têm Projeto Político Econômico para a nossa cidade, a Classe Empresarial é omissa quanto a questão política, a classe média e alta não quer saber da eleição para Vereador, a juventude, que forma a maioria dos eleitores, está completamente sem rumo, o movimento estudantil inexiste, os educadores, em sua maioria, não contribuem com a formação cultural e política da juventude e a educação é muito tímida no que diz respeito aos ensinamentos voltados para o conhecimento do município com todas as suas virtudes, riquezas e problemas. Convém lembrar que os alunos da UFAL, de Maceió, têm aulas práticas, em Garanhuns, quando visitam a nascente do Rio Mundaú. Contraditoriamente, a maioria da população sequer sabe dessa Nascente. Por outro lado, à Esquerda, através do PSOL, apresentou o que há de melhor em termos de Propostas nas Eleições de 2008, para Prefeito, onde houve destaque para o Turismo e a nova CODEAM. Infelizmente a população insiste em votar errado e preferem os candidatos com mais poder econômico. Afinal, foram mais de 52 mil votos perdidos, ou seja, destinados para dois candidatos que não tinham nada a vê com a nossa cidade. O que falta então? Ser bem administrada. Esse é o grande nó que precisamos desatar. Os políticos que administram nossa cidade cuidam tão somente da política de exclusão dos nossos conterrâneos do convívio social. Para facilitar o domínio político sobre os nossos conterrâneos, os governantes cuidam de apagar a nossa história. De que forma: não preservando o meio-ambiente, os imóveis históricos, a banda de música, a cultura, a nascente do Rio Mundaú, as festas tradicionais, o esporte amador e profissional, o emprego, as culturas das flores e do café, etc. Além disso, está em vigor, o arcaico Plano Diretor. Agindo assim, as pessoas perdem o amor pela cidade, permitindo o domínio político dos aventureiros. Não sou contra que pessoas de outras cidades participem da política local, mas que alguns deles têm culpa pelo nosso atraso, é pura verdade. Além do mais faz muitos anos que Garanhuns é administrada por pessoas de outras cidades, o que não ocorre com Caruaru e Petrolina. Por se encontrar destruída, para muitos, Garanhuns já morreu há muito tempo. O que é mais grave é que a maioria da população ainda não conseguiu vestir a nossa camisa. O período de 2 anos do governo Silvino, mais 5 anos e 4 meses do atual governo de Luiz Carlos, tem como característica comum a perda dos 7 anos e 4 meses do governo Lula, uma vez que não houve apresentação sequer de um único Projeto de Desenvolvimento Sócio-econômico para a nossa cidade. Garanhuns é assim, do Plano Diretor que a transforma numa cidade Nanica e que nem sequer cita onde será implantado o Distrito Industrial. Garanhuns é assim, da FAMEG que fecha suas portas porque alguns políticos não têm a disposição de lutar e questionar o poder privado que tanto fez para não termos a Faculdade de Medicina. Aqui não cabe a discussão de ensino público ou gratuíto, mas da cidade que foi atingida por um "educador", do Recife, com cede de dinheiro. Por último quero dizer que Garanhuns perdeu substancialmente a sua população nativa. Hoje, ela está sendo repovoada por pessoas de outras cidades, as quais em sua maioria não perderam o vínculo com suas cidades de origem e consequentemente não transferiram os seus títulos de eleitor.





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