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sexta-feira, 30 de abril de 2010

OS EFEITOS DA BOMBA


A bomba ainda não estourou. Esses artefatos, que envolvem política, questões jurídicas e outras nuances não são disparados assim, de uma hora para outra. Mas o fato está gerando efeitos no dia-a-dia dos envolvidos, embora aparentemente nada tenha acontecido. Uma das decisões mais importantes que a possibilidade da explosão provocou, foi uma sábia decisão do prefeito, que fez um acordo e retirou a ação que estava sendo movida contra o representante do Ministério Público. Dessa vez o governante ouviu sábios conselheiros, o que é uma virtude do Princípe, segundo prega Maquiavel, autor da famosa "bíblia da classe política". Ter maus conselheiros, ao contrário, é um perigo, pode colocar o líder em desgraça. Normalmente eles, os maus conselheiros, são áulicos, bajuladores, popularmente conhecido como babões. Chamam o chefe de Venerável, de Senhor, de Supremo, comumente se ajoelham diante dele e fazem questão de dizer que está tudo bem. Terminam iludindo o governante que mais na frente pode cair em desgraça, indo na conversa desses pusilânimes.

O prefeito, contudo, ouviu as pessoas certas e tomou a decisão sensata. Não que este acordo impeça o promotor da cidade de continuar suas investigações e com as provas na mão solicitar da Justiça as providências que o caso requer. Se o representante do Ministério Público calar diante de irregularidades estará cometendo "crime de prevaricação", segundo a linguagem jurídica. O gesto do governante, contudo, não deixa de ter um sentido de "estender as mãos", chamar ao diálogo, reconhecer que não é infalível e que pretende trilhar o caminho certo, se penitenciando por algum erro involuntariamente cometido.

Em tudo é preferível o diálogo. E política é a arte de conversar, de convencer, de conquistar, de somar mais e mais, conseguindo adeptos para trabalhar pelo bem comum. Tomara que as falhas ainda possam ser reparadas, se possa ter ainda um jeito para situações delicadas. Tudo agora vai depender das decisões do representante do Ministério Público e da Justiça, quando o caso a esta chegar.

Um passarinho voltou a conversar comigo. É meu amigo e passa informações valiosas. Disse que a primeira nota serviu como aviso, alerta, ajudando o Princípe a tomar a decisão do bom senso. A outra parte leu tudo com um sorriso nos lábios, misterioso, certamente indagando como tais informações foram parar na internet.

Um comentário:

  1. Meu cara amigo Roberto até o Vereador Sivaldo Albino se rendeu ao sr. Prefeito, esta caladinho caladinho.

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