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GOVERNO DE PERNAMBUCO - FUNDARPE

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

GARANHUNS NÃO É A LUZ DO MUNDO


Os dirigentes políticos de Garanhuns, os empresários, profissionais liberais, parte da imprensa e outros segmentos da sociedade local falam da cidade como se ela fosse o centro de Pernambuco, do Brasil ou mesmo do mundo. Como se a tão cantada e decantada “Suíça Pernambucana” fosse a luz do universo, tivesse mais importância do que realmente tem. Isso se chama provincianismo. É não enxergar o todo. O que se faz necessário, principalmente em tempos de globalização, como esse, com a internet e outros instrumentos permitindo que neste momento esta mensagem chegue ao Japão, à China, à Índia, aos Estados Unidos, a qualquer país da Europa ou de qualquer continente.

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Enquanto ficamos com essa visão de “cidade pequena”, os moradores de Caruaru, Petrolina, Recife, Maceió e outros centros maiores simplesmente nos ignoram. A gente só aparece na imprensa da capital quando estoura um escândalo, como esse que envolveu as verbas do Ministério do Turismo ou quando morre um operário vítima de uma tragédia, caso do Sr. Elizeu Silva, que trabalhava nas obras da Barragem do Cajueiro.

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É triste constatar, mas muitos na capital estão nos levando na gozação. Somos ridicularizados porque não conseguimos nos desenvolver, porque não atraímos indústria, porque a cidade está mal cuidada, por não sabermos aproveitar o potencial cultural, geográfico e de belezas naturais que temos.

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O problema é que Garanhuns acha que se basta.

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Garanhuns quer ser só Garanhuns.

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Como se a cidade pudesse viver sem Caruaru, Recife e muito mais sem as cidades do “entorno”, para usar aqui uma expressão que era muito utilizada pelo ex-deputado Romário Dias.

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Garanhuns acha que Lajedo, São Bento do Una, Bom Conselho, Águas Belas, Quipapá, Canhotinho, Palmeirina, Angelim, São João, Jupi, Jucati, Calçado, Capoeiras, Caetés, Saloá, Iati, Terezinha, Lagoa do Ouro, Correntes, Brejão e Paranatama têm pouca ou nenhuma importância.. Não é verdade.

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Imagine se os moradores de todas essas cidades e outras que ficaram de fora da relação deixassem de comprar nos supermercados de Garanhuns. Nos armazéns de atacados e estivas, nas casas de material de construção, nas lojas de roupas e sapatos, nas farmácias, deixassem de freqüentar os nossos restaurantes e bares, não comprassem mais um parafuso em Ferreira Costa ou uma simples calcinha no Pérola. Ia fazer falta?

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Não vou responder essa pergunta. Deixo para alguém do clã dos Ferreira Costa, ou Mário Barbosa, quem sabe o presidente da CDL ou da ACIAGAM (se ele não preferir falar sobre festas).

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Pessoalmente, acho que temos de enxergar além das sete colinas. Não é preciso esquecer as nossas conquistas ou as fofocas locais para descobrir o que acontece em Lajedo, em São Bento, Bom Conselho, Águas Belas, Caetés, Capoeiras, Jupi ou mesmo Jucati, o nosso município caçula.

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Romário Dias pregava que Garanhuns só poderia se desenvolver junto com os municípios do “entorno”. Outros disseram mais ou menos a mesma coisa. Acho que eles tinham e têm razão.

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Mas a maioria prefere isolar Garanhuns e muitos com a sua mentalidade pequeno-burguesa teimam em achar que somos “a luz do mundo”. Confundem as sete colinas com as sete maravilhas da natureza e estão convencidos de que somos só a beleza do Alto do Magano, do Santuário da Mãe Rainha, do Pau Pombo, do Euclides Dourado, da Rui Barbosa e da Avenida Santo Antônio.

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Esquecem a Várzea, Manoel Chéu, o Indiano, as Cohabs, Massaranduba, a Vila Canadá, a Liberdade, Mundaú, Parque Fênix, Magano, Brahma, Lacerdópolis, Vila do Quartel, Bela Vista, João da Mata, Rosa Mística, Morada do Sol, Manoel Camelo, Luiz Gonzaga, Jardim Petrópolis, São Pedro, Iratama, Miracica, Castainho, Timbó... É uma cidade que se formou da cidade original, ao longo dos anos e muitos não perceberam.

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Quando descobrirem seus próprios recantos escondidos e esquecidos (a não ser no período eleitoral), quando descobrirem o restante do Agreste e a proximidade do Recife, Maceió, Caruaru, Arapiraca, Campina Grande, Palmeira dos Índios, Aracaju, União dos Palmares e outras cidades pernambucanas, alagoanas, sergipanas e de outros Estados nordestinos, talvez Garanhuns se torne maior. Deixará de ser “a luz do mundo”, mas em compensação será um município com potencial para crescer mais e mais.


4 comentários:

  1. Simplesmente memorável,espetacular,fantástico,extraordinário,brilhante,e verdadeiro o seu texto. Sem palavras. Simplesmente.. PARABÉNS!!!

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  2. Perfeito! É exatamente isso que acontece.

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  3. PREFEITO PQ A COMINIDADE DA MASSARANDUBA É ESQUECIDA?

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