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terça-feira, 10 de novembro de 2009

CAETANO VELOSO MUDA DISCURSO

Em carta ao Estadão Caetano Veloso reconhece defeitos,
mas também qualidades no presidente Lula

Além dos fatos interessantes de Garanhuns e região, dois assuntos foram abordados com paixão pelo jornalista que vos escreve: as declarações de Caetano Veloso ao Estado de São Paulo, chamando Lula de analfabeto, e o caso da garota Geisy Arruda, estudante de turismo na Unibam. O Brasil inteiro se interessou por esses dois fatos, inclusive a imprensa internacional. O episódio da faculdade de São Bernardo do Campo praticamente se encerrou com a decisão da instituição de não mais expulsar a aluna. Já o artista baiano, também pode estar "fechando" a polêmica em torno de suas declarações, com uma carta enviada ao mesmo jornal, desta vez com um discurso um pouco diferente em relação ao presidente. Abaixo, trechos da correspondência de Caetano tentando esclarecer melhor suas afirmações


A CARTA


Nesta terça (10), em carta ao Estadão, jornal que veiculara a entrevista, Caetano tentou clarear as declarações que fizera à repórter Sonia Racy.

Explicou que apenas bulira com o “óbvio” –“a fala pouco instruída e frequentemente grosseira e cafona de Lula”—sem intensões ofensivas, mas descritivas.

“Todos sabem disso”, Caetano escreveu. “Ele próprio se vangloria. Os linguistas o aplaudem. E todos tem razão: ele é forte inclusive por isso”.

Valendo-se de aspas, Caetano anotou que Lula “Fala ‘bem’”. Ele “atinge a maioria dos ouvintes. Sua fala tem competência”.

Lembrou que. Na mesma entrevista, dissera que Lula “é um governante importante. Mundialmente está reconhecido como alguém que chegou lá e foi além do esperado”.

Comparou: “Quisera Obama estar na mesma situação”. Noutra comparação, mirou a política doméstica:

“Querer dizer que FH era mau governante e Lula é bom é maluquice. Ambos foram conquistas brasileiras importantes”.

E repisou a sua preferência: “Marina seria um passo à frente. Simbolicamente ao menos”.

Mais adiante, Caetano acrescentou: “Marina chegar a ser candidata é notícia grande. Não posso fingir que não é...”

“...E detesto essa mania de que nada se pode dizer que não seja adulação a Lula...”

“...Não estamos na União Soviética. Eu não disse nenhuma novidade. Nem considero ofensivo. É descritivo”.

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