SEBRAE

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domingo, 18 de outubro de 2009

PIRATARIA

Dois veteranos jornalistas se encontram casualmente nas imediações do shopping popular de Garanhuns. Um deles é mais velho um pouco, tem uma aposentadoria razoável do Estado e ainda trabalha na iniciativa privada. É esse que olha os CDs piratas comercializados na calçada e compra um montão deles. Confessa, na maior: "Sempre compro muitos assim. É minha diversão preferida quando estou em casa". Curioso é que apesar da profissão, de já ter publicado vários livros escolhe mais filmes de ação.

O outro jornalista, sem tanto capital, é influenciado pelo colega e resolve levar alguns filmes também. Apenas três. O ótimo Pacto de Justiça (2003), de Kelvin Kostener, com o próprio diretor no papel principal, ao lado do excelente Robert Durvall. Outro, com Terence Hill e Bud Spencer é ruim que dói. O terceiro, "Desonra", com John Malkovick (foto), direção de Steven Jacobs é surpreendente. É um drama denso, aparentemente sem direção, que leva a pensar sobre os desvios psicológicos a que somos levados e a respeito de uma cultura tão diferente quanto a do povo sul-africano.
A pirataria pode nos trazer de volta o bang bang descartável, o faroeste clássico de bom nível e o filme de arte que na década de 70 só podia ser visto no Cinema Coliseu, de Casa Amarela, no Recife. É crime? Não como os grandes distribuidores querem classificar, comparando a prática a venda de balas (de armas) ou de drogas. A grande indústria, comercializando CDs ou DVDs a preços exorbitantes é quem primeiro força ou estimula a pirataria.

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