GOVERNO DE PERNAMBUCO

GOVERNO DE PERNAMBUCO
Governo de Pernambuco

GARANHUENSE LUCIANO FLORÊNCIO COMEMORA A CURA DO FILHO THIAGO DA COVID-19

Luciano Florêncio, que durante muitos anos trabalhou na prefeitura de Garanhuns e foi dirigente do Sindicato do Servidores Públicos, comemorou com muita alegria, o fato do seu filho Thiago ter ficado curado da Covid-19. 

“Quero primeiramente agradecer a Deus, a todos os profissionais de saúde da UPAE Garanhuns, às orações dos familiares e amigos pela recuperação do meu filho Thiago Albuquerque Florêncio, da Covid- 19. Agradeço ao desempenho e atuação do governador de Pernambuco Paulo Câmara e do deputado estadual Sivaldo Albino pelo combate ao coronavírus em Garanhuns e todo estado de Pernambuco. Graças a Deus ele já se encontra em casa, curado, em nome de Jesus!”, escreveu Luciano, em mensagem de agradecimento.

MORADOR DA BOA VISTA É A 27ª VÍTIMA DO CORONAVÍRUS EM GARANHUNS

No domingo mais uma pessoa faleceu vítima de Covid em Garanhuns. Tinha 36 anos e morava na Boa Vista. A informação é que ele morreu no Hospital de Campanha improvisado pela Prefeitura na UPA da Cohab II.

A Secretaria de Saúde distribuiu a seguinte nota:


A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, informa que foi confirmado um óbito por Covid-19, neste domingo (21), em Garanhuns. Trata-se de um homem, de 36 anos, morador do bairro Boa Vista, que já havia sido diagnosticado com a doença, e veio a óbito hoje, em unidade da rede pública municipal.

Três pessoas estão internadas na Unidade de Tratamento Covid-19, duas testaram positivamente para o novo coronavírus, e uma segue aguardando resultado para confirmação ou descarte da Covid-19.

Atualmente Garanhuns tem 358 casos confirmados de Covid-19. Deste total 27 pessoas vieram a óbito, 250 estão recuperadas após cumprir o período de isolamento domiciliar e não apresentar mais sintomas; e 81 pessoas que foram confirmadas com Covid-19 estão em fase de tratamento e/ou isolamento. Ao todo, 354 casos já foram descartados, após serem submetidos ao exame e obtiverem resultado negativo. Ao todo, já foram realizados 157 testes pela rede municipal.

A Secretaria de Saúde reforça o pedido para que a população permaneça em casa! Se for necessário sair, faça o uso de máscara, lembrando também dos cuidados com a higiene. Todos aqueles que não estão envolvidos com os serviços essenciais devem cumprir as medidas de distanciamento social, de acordo com as orientações das autoridades sanitárias.

IVONETE XAVIER - UMA ESCRITORA DE GARANHUNS



Por Cláudio Gonçalves*

A escritora Ivonete Batista Xavier, formou-se em Pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco, Psicologia pela Universidade Católica de Pernambuco e Mestrado em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba. Foi professora da UFPE e pesquisadora do Departamento de Psicologia da UFPE e outras instituições nacionais e internacionais. Radicada em Garanhuns há mais de uma década, merecidamente foi agraciada pela Câmara de Vereadores de Garanhuns com o título de cidadã garanhuense em 14 de dezembro de 2006.

Ivonete é sócia da União Brasileira de Escritores – UBE, Recife e a atual presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns. Escritora premiada é autora de, entre outras obras literárias, “Uma Leitura de Pereira da Costa”, “Mulher e Política” e “Luís Jardim: Mestre do Traço e da Prosa”.



Ivonete Xavier é uma autora reconhecida e de prodigiosa trajetória literária. 



1) Escritora Ivonete Xavier, primeiramente fale um pouco sobre você.



Ivonete Xavier - Nasci em Fazenda Nova, vilarejo do Agreste de Pernambuco, hoje conhecido como “Nova Jerusalém”, no município de Brejo da Madre de Deus. Só fiz nascer, meus pais se mudaram do povoado, mas lá voltei nos tempos de férias. A família foi morar em Caruaru. Estudei em escolas públicas e no Colégio Sagrado Coração, dirigido pelas freiras beneditinas, durante uns oito anos.



2) Antes de falarmos sobre suas obras, comecemos pelo inicio de tudo: como foram os seus primeiros passos no universo da literatura?



Ivonete Xavier - Na terra de José Condé, fui picada pelo veneno da literatura e até hoje não me livrei dele. Recitava poesias quando da realização de eventos e escrevia para o jornal de classe. Um dia minha escrita (crônica?) foi lida pela Rádio Difusora de Caruaru. Com os ouvidos colados no rádio, os olhos esbugalhados, ouvi sem acreditar o que ouvia.

Fui estudar em Recife, a literatura me espreitava – cursei Psicologia – me acerquei de pessoas que discutiam filosofia, autores, assistia palestras de Ariano Suassuna e ria ouvindo-o falar de coisas sérias.

Sempre gostei de ler jornais, apreciava a Folha de São Paulo, que trazia semanalmente um caderno sobre literatura. Guardava-o para reler e alimentar meus desejos e fantasias.

Tornei-me professora da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE (Departamento de Psicologia). Na Tese de Mestrado, inclui um capítulo dando voz aos sentimentos – meus e dos entrevistados da pesquisa. O capítulo foi rejeitado e me foi dito que servia “para ser publicado no jornal”. Passei um tempo para decifrar o código linguístico usado pelo mestre, hoje vejo um elogio, quiçá, um reconhecimento de uma habilidade nascendo. Quando me afastei da UFPE, participei de uma oficina literária coordenada pela poetisa Lucila Nogueira, de saudosa memória, considerada a Janis Joplin da geração 65, me estimulou a escrever. Era uma pessoa iluminada e lhe sou muito grata.



3) Como se descobriu escritora?


Ivonete Xavier - Eu não me descobri escritora, foi a literatura que não me deixou em paz. Hoje ainda me assusto quando me chamam de escritora, e mais quando me apresentam como poetisa. A escritora veio após concluir a oficina da professora Lucila Nogueira.



4) Fale um pouco sobre seu livro de estreia.



Ivonete Xavier - O Preço do Afeto (2001) é o meu livro de estreia. Fazendo uma (re)leitura, observo que nos contos se acham os fundamentos de minhas narrativas, isto é, os contextos que me inspiraram de início se mantém com uma fidelidade canina. É só ver e reparar, como diz José Saramago.



5) Percebe-se que você é uma escritora que gosta de escrever narrativas com viés histórico. Como surgiu o interesse por esse estilo de narrativa?



Ivonete Xavier - Meu interesse pela história também não é de hoje. Foi uma experiência enriquecedora a abordagem do historiador, de uma personalidade singular: Pereira da Costa (2003).

Façamos uma pausa, em 2003 vim morar em Garanhuns. O passeio pelas ruas me levou até SIMOA, mais tarde escreveria sobre a protofundadora da povoação de Santo Antônio dos Garanhuns. Conheci o casarão construído por Ruber Van Der Linden, de paredes revestidas de pedras, demolido vergonhosamente em 1996. O SESC me descobriu, levei a tiracolo meu gosto pela escrita. A convite do Laboratório de Autoria Literária Luzinette Laporte, participei de vários eventos, lá fiz o lançamento de dois livros. Minha gratidão à instituição, o SESC colaborou no processo de construção da minha identidade de escritora.



6) Depois do seu livro de estreia O Preço do Afeto vieram outros lançamentos. Poderia fazer um breve comentário sobre essas obras publicadas?



Ivonete Xavier - O livro Tempo e Memória (2008) é a mistura de ficção e realidade, um alimentado à outra, uma encobrindo a outra, num jogo sutil de esconde – esconde. A narrativa tem sabor proustiano, se todo livro é autobiográfico, esse tem mais de mim.

Somos feitas de retalhos, lembrando Cora Coralina, em 2011 volto aos contos, com o livro Bonecas de Pano. O livro é composto de 23 histórias, curtas, umas menos sucintas, elaboradas numa linguagem coloquial com ares de prosa poética.

A questão de gênero (re) aparece, o enredo do livro, Mulher e Política (2014) que traz na capa o “retrato” de Simoa Gomes de Azevedo, focaliza a inserção das mulheres no espaço público, isto é, na política – local historicamente pertencente ao sexo masculino.

Meu encantamento por Luís Jardim surgiu ao conhecer o conto Maria Perigosa, apresentado no I° Congresso de Escritores em Garanhuns. O livro Luís Jardim, Mestre do Traço e da Prosa (2017) foi escrito à luz de publicações veiculadas pela imprensa do país, no período de 1930 a 1987. O consagrado artista de sete instrumentos é desconhecido por muitos em sua própria terra.



7) Atualmente a senhora ocupa o cargo de presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns. Quais os principais objetivos dessa conceituada instituição para salvaguardar a memória de Garanhuns e que trabalhos têm sido feitos nesse sentido?



Ivonete Xavier - O Instituto nasceu do sentimento de falta – o patrimônio (material e imaterial) não recebe atenção merecida, por parte do poder público e da sociedade civil, é tarefa dos dois. A instituição assumiu o papel de guardião da memória (material e imaterial), e ao longo dos anos o grupo tem se empenhado na luta pela preservação da memória da urbe, digo luta, porque se vive num clima de desmemorialização de nossa cultura, em todo país.

As atividades realizadas pelo Instituto (palestras, cursos, grupos de estudo, exposições, lançamentos de livros...), fazem parte do cotidiano da instituição. Outrossim, busca-se estimular o talento local, o incentivo à produção de estudos e pesquisas tem sido cultivado e tem dado bons frutos.

Infelizmente, em fins do ano passado, a sede do IHGCG – o casarão centenário – foi interditado, pela Defesa Civil local. Estamos vivendo uma via crucis, à espera de um Cirineu que nos ajude.



8) Durante a sua gestão na presidência do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns, qual a experiência que considera marcante?



Ivonete Xavier - Uma experiência acontecida em 10 de março, data do aniversário de Garanhuns, merece ser compartilhada; foi realizado o Iº Concurso de Produções Escritas, em parceria com a Secretaria de Educação do município.

O objetivo maior foi despertar nos estudantes o interesse e o respeito pela história da cidade. O tema, “O Dia de Garanhuns: 10 de Março” motivou os alunos (crianças, adolescentes e adultos) a produzirem narrativas utilizando do poema, do cordel e da redação dissertativa.



9) Que conselhos daria para os que estão iniciando no mundo literário e que almejam escrever um livro?



Ivonete Xavier - Ao que deseja brincar com as palavras, aconselho ler e ler, ler os livros clássicos nacionais e estrangeiros e escrever com frequência. Também sugiro ao iniciante à leitura do livro de Raimundo Carrero, A Preparação do Escritor. Concluindo, não desanime, persiga seu sonho. No final sentirá orgulho de si próprio, e isto é muito bom.



10) Agradecemos sua disponibilidade e gentileza em conceder essa entrevista.



Ivonete Xavier - Grata pela oportunidade.



*Cláudio Gonçalves, entrevistador e autor do texto, é professor e escritor.

ASSUNTOS PAROQUIAIS TÊM A PREFERÊNCIA


Incrível como a maioria das pessoas prefere os assuntos paroquiais ao debate nacional.

Esta semana publicamos um artigo procurando fazer uma análise aguçada da eleição de Bolsonaro, mostrando que as elites queriam o Geraldo, mas com o naufrágio do tucano na campanha de 2018 a pregação por “um mal menor” terminou com a vitória do capitão.

O artigo citado, ao nosso ver, poderia ser estampado em qualquer publicação nacional e merece ser conhecido por um público amplo.

Mas até agora só conseguiu 40 visualizações de página.

Já uma notinha despretensiosa a respeito do aniversário do prefeito de Calçado, Expedito Nogueira, já vai com quase 400 visualizações.

Para o público leitor,  que entendemos e respeitamos, a homenagem ao gestor de Calçado é mais importante de que o grande assunto nacional do momento.

Um dos princípios do jornalismo é de que interessa mais às pessoas o que está próximo. O distante fica em segundo plano. Assim, a prisão de Queiroz em Atibaia parece ter acontecido muito longe. A televisão e a internet deviam aproximar o povo de temas gerais, mas nem sempre isso acontece. 

*Na foto o município de Atibaia, no interior paulista. A cidade está ficando cada vez mais conhecida no Brasil

A BRIGA DE GLOBO COM A FAMÍLIA BOLSONARO


A TV Globo detonou a família Bolsonaro durante toda a semana, no Jornal Nacional. E aproveitou o domingo para continuar fazendo jornalismo explosivo em cima dos que detém o poder no Brasil.

O programa Fantástico dedicou nada menos do que 27 minutos de reportagem ao advogado Frederick Wassef e a casa dele, em Atibaia, onde foi preso o ex-policial militar Fabrício Queiroz.

Material exibido mostrou as relações de Wassef com a família Bolsonaro, especialmente com o senador Flávio (filho do presidente), de quem Queiroz foi assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Reportagem também deixou bastante claro que Fabrício Queiroz estava no imóvel desde o ano passado.

A prisão do ex-PM, as contradições do advogado, a divulgação de novos fatos do esquema das “rachadinhas”, na Alerj, fizeram o presidente Jair Bolsonaro perder apoio na sociedade e no Congresso. Até mesmo o Centrão, formado por deputados fisiológicos que vinham negociando apoio ao presidente, ficou mais cauteloso depois dos novos fatos.

Ironia do destino: a mesma Globo que ajudou a derrubar Dilma hoje briga com Bolsonaro e família.

LYGIA JOBIM VAI À JUSTIÇA CONTRA REGINA DUARTE

Lygia Jobim,  filha do ex-embaixador José Jobim, uma das vítimas da ditadura militar,  protocolou na Justiça, no Rio de Janeiro, um processo contra Regina Duarte, de 73 anos. 
Como filha de uma pessoa que perdeu a vida no governo pós-64, ela se sentiu ofendida pela atriz, que a seu ver fez apologia do regime militar e debochou dos que sofreram no período do regime de exceção.
Regina, quando ainda estava na Secretaria de Cultura do Governo Federal, deu uma entrevista na CNN - criticada inclusive pelos colegas de classe -,  minimizando a tortura no país e chegou a cantarolar a música “Pra Frente Brasil”, uma espécie de hino do período de terror da época do general Médici.
Não obtivemos informação se a filha do embaixador tem parentesco com o compositor Tom Jobim,  conhecido mundialmente.
O sobrenome indica que sim. Uma das mais conhecidas canções de Tom é “Lígia”, que foi gravada até por Roberto Carlos.
Lygia Jobim não foi a única que teve o pai morto pela ditadura e se pronunciou a respeito da polêmica entrevista, mas foi à primeira a ir à Justiça contra Regina, que tem pela frente mais essa dor de cabeça.

GARANHUNS TEM O MAIOR NÚMERO DE ÓBITOS POR COVID-19 NO AGRESTE MERIDIONAL


Principal município do Agreste Meridional, com uma população em torno de 140 mil habitantes, Garanhuns é também a cidade mais atingida pela pandemia do coronavírus. Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde, até o momento 358 pessoas foram infectadas e 26 vieram a óbito.

São Bento do Una, de 59 mil habitantes, teve 24 óbitos e até dias atrás tinha uma morte a mais do que Garanhuns. O vírus contagiou 229 pessoas na terra de Alceu Valença.

Águas Belas soma 15 óbitos pela Covid-19, de um total de 296 infectados.

Município de Arcoverde, que liga o Agreste ao Sertão de Pernambuco e fica a 90 km de Garanhuns, tem 18 óbitos pela Covid e 222 pessoas contagiadas pelo vírus.

Em Lajedo seis pessoas morreram vítimas do coronavírus, com 99 moradores do município infectados. Bom Conselho registrou cinco óbitos e até o momento e confirmou 141 casos da doença.

Até em municípios menores da região já tivemos óbitos, caso de Capoeiras, com três mortes, Caetés com cinco e Jupi, confirmadas duas vítimas da doença.

Em Paranatama há um caso suspeito com óbito, mas ainda sob investigação.

Caruaru, cidade de 350 mil habitantes, ultrapassou os mil casos de Covid, com mais de 70 óbitos.

Felizmente, em todas as cidades de Pernambuco o número de pessoas recuperadas da doença é significativo. No Estado,  33.500 pessoas pegaram a doença e conseguiram se curar.

O INCRÍVEL ADVOGADO DA FAMÍLIA BOLSONARO


Antigamente passava uma série na televisão brasileira intitulada "Acredite se Quiser". Eram histórias incríveis, que desafiavam a imaginação.

Se a série voltar ao ar em nova versão, é o caso de incluir como personagem o senhor Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro.

Fabrício Queiroz, ex-militar preso na quinta-feira passada, no interior paulista, estava há um ano na casa do advogado, segundo apurado pela polícia, com depoimento inclusive do caseiro da residência.

Mas Wassef garante que não conhecia Queiroz, não falava com ele e nem sabe como o homem preso foi aparecer por lá.

Advogado também nega que o senador Flávio Bolsonaro ou o presidente Jair Bolsonaro tinham conhecimento do paradeiro de Queiroz.

Tem mais: uma empresa da ex-mulher de Frederick Wassef, Cristina, embolsou do Governo Federal, em pouco mais de um ano, a bagatela de 41 milhões de reais. 

Ele certamente também não sabia que a ex-esposa estava ganhando essa grana toda.

Pois é. Acredite se quiser. 

SIVALDO ALBINO VÊ IZAÍAS RÉGIS E SEU CANDIDATO ESCONDIDOS DURANTE PANDEMIA




Em texto enviado ao jornalista Magno Martins, que assina o blog com o mesmo nome, o deputado Sivaldo Albino (PSB), respondeu ao ataque do prefeito Izaías Régis (PTB), que acusou a oposição de Garanhuns de só fazer blá blá blá. O gestor também disse que o parlamentar até hoje só conseguiu R$ 60 mil em cestas básicas para o município, junto ao governador Paulo Câmara, numa demonstração de "falta de liderança".

Sivaldo faz uma espécie de prestação de contas do que conseguiu para a cidade, totalizando R$ 10 milhões, incluindo leitos para o combate à Covid, ambulância, contratação de pessoal e equipamentos hospitalares. Deputado vê omissão tanto do prefeito quanto do seu candidato em relação à pandemia. "E ele é médico", lembrou o parlamentar, se referindo a Silvino.

Na íntegra, o texto publicado por Magno Martins:

A respeito de entrevista divulgada sobre as críticas do prefeito de Garanhuns, Izaías Régis, ao nosso nome, que de má fé tem nos atacado, permita-nos esclarecer alguns fatos que talvez explique seu nervosismo e ingratidão.

Como é sabido por todos, a população de Garanhuns encontra-se absolutamente insatisfeita e até indignada com o prefeito em razão da omissão, do descaso e de sua desastrosa atuação nesta pandemia, sobretudo por ter se omitido e entregue a população à Covid-19, inclusive com desrespeito aos mortos e desatenção às famílias enlutadas.

Para se ter uma ideia do quanto a Prefeitura de Garanhuns agiu mal e de forma tardia no enfrentamento à Covid-19, somente esta semana é que foi aberto o hospital de campanha, depois de ter passado por reforma milionária e demorada. Aliás, trata-se de uma obra que iniciou em 2014 e estava parada. Tem quatro pacientes internados que deram entrada ontem (19/06), e que foram os primeiros atendidos pela Prefeitura - depois de mais de 100 dias de decretada a pandemia em Pernambuco.

Durante todo este tempo foi o Governo do Estado que abrigou os pacientes do município nos leitos que foram abertos na UPAE Garanhuns e no Hospital Regional Dom Moura, sem contar os leitos que o estado está contratando no Hospital Particular N. Sra. do Perpétuo Socorro.

Ao contrário disso, a Prefeitura de Garanhuns tem sido omissa nas ações de prevenção e nossa região sofre por não ter acompanhado outras regiões, que por diminuírem os números de contaminados e óbitos, já começam a ver sua reabertura econômica.

Garanhuns foi praticamente a última cidade do Agreste a implantar barreiras sanitárias. Fez compras milionárias para saúde, mas deu apenas uma máscara descartável e um frasco de álcool em gel a cada agente de saúde. E o pior: a V Regional de Saúde conta com 21 municípios, mas Garanhuns é o ÚNICO deles que não dispõe de hospital municipal, tendo em vista que o que tinha o Sr. Izaías Régis decidiu fechar logo no início de sua gestão.

Estamos pagando um alto preço agora por não termos um gestor com os olhos voltados ao social. Qualquer dia traremos aqui informações sobre a educação, que também vai de mal a pior, da briga na justiça com os professores, construções de colégios e creches paradas... um caos!

O Prefeito foi irresponsável ao dizer que só conseguimos R$ 60 mil para cestas básicas. Ora, foi ele mesmo que nos pediu R$ 50 mil - fato que só mostra sua desonestidade verbal, até porque ele e a população do município conhecem nossa atuação.

Portanto, sua intenção é tão somente a de denegrir nossa imagem, em razão do processo eleitoral que se avizinha. Só que não entraremos nesse jogo porque o momento é grave e exige de todos nós um trabalho reforçado, direcionado à saúde e à preservação do maior número de vidas possível.  Eleição a gente discute no tempo oportuno, e não com ele, mas com seu candidato, que também está sendo omisso, sobretudo por sua condição, é médico. Até agora não moveu uma palha sequer ou deu qualquer palavra de apoio à população, ou fez qualquer gesto que pudesse ajudar no combate à pandemia.

Na contramão da omissão do Prefeito, graças ao apoio do Governo do Estado, conseguimos implantar 60 leitos em Garanhuns, exclusivos para pacientes com Covid-19, sendo 22 de UTI, além da contratação de mais de 200 profissionais de saúde, a aquisição de uma UTI móvel e um aparelho de raio-x portátil.

Vale lembrar ainda, a emenda parlamentar de nossa autoria no valor de R$ 558 mil e outra emenda de R$ 370 mil que conseguimos com o deputado João Campos (PSB), ambas para o Hospital Dom Moura. Além disso, conseguimos, repito,  R$ 60 mil para cestas básicas, entre outras ações. Graças à nossa parceria com o governador Paulo Câmara,  mais de 10 milhões de reais foram investidos pelo estado em nossa cidade, recursos que permitiram Garanhuns e região vencerem este período mais crítico. Vamos continuar trabalhando.

Para finalizar, caro Magno, embora o momento ainda seja de enfrentamento à Covid-19, estamos planejando ações que impulsionem Garanhuns para sua reabertura econômica, e isto só se faz ouvindo e unindo todos neste novo desafio. Ontem tivemos uma reunião online com a diretoria da CDL Garanhuns. Onde estava o prefeito? Escondido na sua habitual omissão!

Felizmente, lideranças responsáveis de Garanhuns têm assumido estes desafios, e não vamos nos esconder ou atacar os outros, vamos trabalhar, como sempre temos feito.

PREFEITO IZAÍAS PARTE PARA O ATAQUE A SIVALDO


Entrevistado pelo jornalista Magno Martins, no programa Frente a Frente, o prefeito Izaías Régis (PTB), partiu para o ataque ao deputado Sivaldo Albino (PSB). Petebista procurou minimizar o poder dos adversários em Garanhuns, avaliando a oposição que se faz a sua administração como fraca. "A oposição só tem blá blá blá", alfinetou o prefeito.

Procurando atingir diretamente Sivaldo, Izaías disse que o deputado não tem liderança, tanto que só conseguiu até agora com o governador Paulo Câmara, R$ 60 mil em cestas básicas para a população do município.

Izaías está no seu segundo mandato e este ano vai tentar fazer o sucessor na prefeitura. Irá apoiar o nome do médico Silvino Duarte, que governou Garanhuns de 97 a 2004.

O vice da chapa governista será o atual, Haroldo Vicente, a princípio o nome apoiado por Izaías.

Haroldo pode disputar o mesmo cargo, pois não foi reeleito. Na primeira gestão do atual prefeito a vice era Rosa Quidute, esposa do ex-prefeito Bartolomeu Quidute.

Izaías está convencido de que vai eleger Silvino, que saiu da prefeitura bem avaliado e elegeu Luiz Carlos de Oliveira como seu sucessor.

Prefeito confia também na aprovação do sue governo, em torno de 65% e nas centenas de obras de calçamento e asfalto. 

BOLSONARO FOI UM ACIDENTE DE PERCURSO


As elites, a grande imprensa, parte dos empresários, setores conservadores, a “direita civilizada” e outros setores esclarecidos queriam a volta do PSDB ao poder, com Geraldo Alckmin, que foi o candidato do partido à presidência, um nome confiável às classes dominantes.

Fernando Haddad, um professor moderado, preparado, nunca foi uma opção para as “zelites”, por ser filiado ao Partido dos Trabalhadores e apadrinhado pelo ex-presidente Lula.

“Ora bolas! Não tiramos Dilma do cargo para o PT voltar ao poder pelo voto popular”, raciocinaram os que preferem um governo para privilegiados e não para os que mais precisam.

Até o Sérgio Moro -  lembram daquele juiz de Maringá?- , queria os tucanos, trabalhou por eles.

Mas, com o fiasco da candidatura de Alckmin, que teve uma votação ridícula, o algoz dos petistas terminou embarcando também no projeto do capitão e deu uma ajuda preciosa para que o ex-militar chegasse ao Palácio do Planalto.

Quem estudou ou leu alguma coisa de história, sabe que Hitler se instalou no poder na Alemanha com a omissão dos poderosos ingleses, franceses,  e até americanos fecharam os olhos à barbárie nazista. Achavam que ele fosse um mal menor em relação ao comunismo.

Deu no que deu.

No Brasil aconteceu coisa parecida, embora Bolsonaro não seja Hitler, que era mais inteligente e mais cruel.

Acharam que o capitão representava um mal menor e agora estamos nessa encrenca. Moro, a Globo, Ministério Público, Judiciário, todos quebraram a cara e agora, ao querer se livrar do monstro que ajudaram a criar estão tendo trabalho. Não será tão fácil quanto descartar a Dilma, que além de ser do PT é mulher. 

"O Bozo é tão rude quanto o Lula, só que sem a diplomacia e a habilidade dele", devem pensar hoje amplos setores do establishment, incluindo as Miriam Leitão e Reinaldo Azevedo da vida. Talvez até o Bonner e a Renata.

Lula tem origem humilde, foi retirante nordestino e operário em São Paulo. Ocupou durante oito anos um cargo historicamente destinado a intelectuais, políticos de alta classe, militares e outros bem nascidos.

No poder, o peão governou para todos e cometeu o pecado de olhar um pouco para os pobres, num país em que os ricos ainda desejam ter empregada doméstica como escrava e não suportam pobres viajando de avião ou comprando carros.

Petista foi preso pelo pecado da origem de classe, não por conta de um sítio ou apartamento que Moro nunca provou ser dele.

Como disse uma vez o filósofo Leandro Karnal, "ou Lula é um gênio em ocultação de crime ou é inocente".

Aí, em 2019 assume a presidência o capitão, nomeando malucos para o ministério, permitindo a interferência dos filhos no governo, dando patadas na imprensa, brigando com a Globo, a Folha, o Congresso e até o STF. 

Um governo que já era ruim é surpreendido pela pandemia do século e o presidente se destaca mundialmente no enfrentamento da crise. Só que de modo negativo. Para jornalistas do mundo inteiro é o pior governante do planeta no combate à Covid-19.

Apesar do desastre, em torno de 25% dos brasileiros ainda veem de modo positivo a administração do capitão,  que foi expulso do exército à época do general Geisel. 

É que muitos se veem representado no presidente, um sujeito machista, homofóbico, avesso a livros e ideias.

Não é só Bolsonaro que deseja se livrar da esquerda, armar a população e propaga "bandido bom é bandido morto".

Milhões pensam assim.

Querem uma democracia consentida, controlada, ameaçada, que atenda a interesses específicos, sem essa conversa de governo do povo e para o povo.

No tempo do presidente Lula jornalista não foi ameaçado. A Globo, apesar de ter sacaneado com ele o tempo todo, teve respeitada sua concessão e fez o que bem queria. Até entrou com tudo na campanha para tirar a Dilma.

O Supremo, o Ministério Público, a Polícia Federal, todas essas instituições foram respeitadas no governo petista. Depois os integrantes desses poderes se voltaram contra o Lula e hoje todos estão pagando, de uma forma e de outra.

Ou você acha que os policiais federais estão satisfeitos com a interferência do capitão na instituição que até o Lula respeitou?

Hoje o Messias talvez tenha mais simpatizantes nas polícias militares, nos estados, do que na Federal. 

Bolsonaro só tem a seu lado, hoje, deputados que fazem qualquer negócio, empresários como o velho da Havan, milicianos, pastores vigaristas, estúpidos, inocentes, oportunistas e muita gente sem escrúpulo.

Por isso que as elites estão querendo se livrar dele. Nas classes dominantes muitos são cultos, refinados, gostam de ir para Miami, pra Europa e brasileiro hoje perdeu o resto de respeito que tinha em qualquer lugar.

Pode passar por constrangimento na Argentina, no Uruguai, em Portugal, em qualquer país de Europa, nos EUA e até no Paraguai.

Estamos com um ano e meio de governo. Já tivemos em tão pouco tempo três ministros na saúde, vamos para o terceiro na educação, a Secretaria de Cultura mudou duas vezes, caiu o Moro na Justiça e teve a saída do Bebianno, que terminou morrendo de desgosto. 

Para completar o quadro, vem o caso Queiroz, que envolve o filho de Jair e o próprio presidente, que até ensaiou uma defesa do ex-militar, envolvido em "tenebrosas transações", como na música de Chico Buarque. 

E já que partimos para as citações musicais lembremos outra frase de um artista, o Gonzaguinha, que cantou para o Brasil inteiro, décadas atrás: "Não dá mais pra segurar, explode coração". 

Esse é mais ou menos o sentimento dos 70% que desejam ver apeado do poder aquele que chegou lá num acidente de percurso.

Era pra ser o Alckmin, mas o picolé de chuchu não decolou, pra se livrar do PT elegeram o capitão, o "mal menor" e agora estão todos lascados, mesmo as tais zelites. 

"Não existe nada mais Z do que o público classe A", disse uma vez Caetano Veloso,  durante um show". Uma frase tão simples e explica tanto o que é o Brasil. 

Fim de papo.