SE ALIAR A DIREITA EM PERNAMBUCO PODE SER UM RISCO


Miguel Arraes Alencar se elegeu três vezes governador de Pernambuco.

E nas disputas das quais participou sempre teve políticos da direita ao seu lado.

Arraes dizia que o importante "é manter a hegemonia".

Ou seja, uma vez no poder, quem vai ditar as políticas é o pensamento de esquerda.

Levando em conta as ideias do ex-governador, caso a aliança seja feita sem a hegemonia da esquerda, a direita poderá ditar os rumos da gestão.

Nesse sentido, se aliar à direita, num estado como Pernambuco, pode ser um risco.

Na pré-campanha do governo, este ano, o PSB de João Campos escolheu caminhar com o PT e o presidente Lula.

A governadora Raquel Lyra (PSD), prefere repetir a estratégia de quatro anos atrás, sem se posicionar claramente com relação à eleição de presidente.

Os críticos do Partido Socialista não veem incoerência da governante e para defendê-la lembram que o PSB já esteve no campo da direita, quando apoiou Aécio Neves e o impeachment de Dilma.

Na verdade os socialistas  erraram, em 2014 e 2016, e pagaram caro por isso.

Na eleição de 2022 um dos fatores que fez com que Danilo Cabral ficasse em quarto lugar, na disputa pelo governo, foi o voto entusiasmado que ele deu pela derrubada de Dilma Rousseff.

Em 2018 o Partido Socialista em Pernambuco apoiou Fernando Haddad e em 2022 contribuiu com a vitória de Lula.

Este ano, novamente, está junto do PT e  do campo progressita.

Quando o PSB foi criado era um partido de esquerda.

Hoje é mais de centro-esquerda.

Assim, pode até se aliar à direita, mas é importante lembrar de Arraes, o maior líder que o partido já teve.

A hegemonia, os programas de governo, os rumos dos governos têm de seguir o ideário de esquerda.

Quanto à governadora Raquel Lyra, embora não seja da direitona, está cercada por bolsonaristas, como Mendonça Filho, Clarissa Tércio, Fernando Rodolfo, Miguel Coelho e até Gilson Machado.

Está bem nas pesquisas eleitorais porque está conseguindo convencer os pernambucanos que o estado avançou em sua gestão e usa a máquina de maneira competente.

A eleição em Pernambuco não será definida pelo fator ideológico, mas se essa discussão for conduzida de modo eficiente pode pesar sim, na escolha do próximo governador ou governadora.

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