Depois de Juca Kfouri e Felipe Neto, outros medalhões da comunicação se pronunciaram.
A jornalista Paula Valdez, da Bandeirantes, fez umas colocações muito centradas, em torno do assunto.
Deixou bem claro que não se trata de criticar celebridades, mas de não aceitar a banalização da profissão.
A Globo não é mais tão hegemônica no Brasil, na área da comunicação, mas faz de conta que continua ditando as regras, como fazia antes.
E tá levando muito cacete pelas suas burradas.
Como no caso do Power Point desonesto da Globo News sobre as ligações de Daniel Vorcaro.
Para quem não sabe ou não está lembrado, jornalistas da emissora associaram Lula e o PT ao Daniel Vorcaro, quando já se sabia quem realmente estava ligado ao banqueiro.
A repercussão negativa foi tão grande que eles publicaram uma nota de retratação.
Mas agora a Globo, que apoiou o golpe militar de 1964 e a derrubada da presidente Dilma, em 2016, volta a aprontar.
Deixa de lado os jornalistas que estudaram, se especializaram, ralam na profissão há anos, têm compromisso com a sociedade, e contrata como repórter uma influenciadora.
O critério deve ter sido o número de seguidores.
Ora, se o que vale são os likes, o responsável pelo perfil Choquei no Instagram, Raphael Oliveira, que chegou a ser preso, também tem milhões de pessoas que o seguem.
Deolane Bezerra, advogada e influencer, também é forte nas redes sociais.
Vão ser escalados para a Copa também?
A Globo - como a Bandeirantes, a Rede TV, o SBT, a Record, o grupo Folha de São Paulo - devia ter responsabilidade social. Mas não tem.
Emissora da família Marinho, como outras, está interessada somente na audiência, em atender seus interesses, que nem sempre são os mesmos da população e do país.
Todo império um dia desmorona. Aconteceu com os Diário Associados, de Assis Chateaubriand, que dominou o país, mas não sobreviveu ao tempo.
Pode acontecer com a Globo também, principalmente se continuar na contramão da história.

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