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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ÁLVARO PORTO VÊ INCAPACIDADE NO COMBATE À VIOLÊNCIA

O deputado Álvaro Porto afirmou, nesta segunda-feira (06.02), que, enquanto a população está refém da insegurança e setores da economia começam a ser atingidos pela violência, o Palácio o Campo das Princesas trata a questão como ficção e o governador Paulo Câmara (PSB) cultiva um silêncio revelador.

“A vida real nos mostra diariamente que vivemos numa terra em que o descontrole da violência tem relação direta com a incapacidade do Governo de pelo menos iniciar um processo que reverta esta situação. A violência e a omissão do governador com o tema, lamentavelmente, se consolidaram como marcas de Pernambuco”, disse, em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa.

Para o deputado, ao tratar o episódio de Porto de Galinhas como um “fato isolado” e sem prejuízo para o turismo o Palácio do Campo das Princesas comprova a falta de sintonia do Governo com a realidade, além de ser, segundo ele, um escárnio com a população. “A maneira como o Executivo reagiu foi uma agressão a empresários e a trabalhadores que vivem do turismo naquela região e com os visitantes que vêm até o estado em busca de sossego”, disse.

Na última sexta-feira, cerca de 20 bandidos arrombaram agências bancárias, saquearam caixas e fizeram disparos em Porto de Galinhas, aterrorizando turistas e moradores. No mesmo dia, o secretário estadual de Turismo, Felipe Carreras, minimizou o acontecido e afirmou que o balneário não precisaria de reforço policial. “Onde será que vive o secretário? Ele não acompanha o noticiário do Estado? Não vê depoimentos e vídeos expostos em redes sociais?”, questionou Porto.

O deputado destacou que a população espera menos declarações e mais ações do Governo. Disse também que escalar interlocutores para rebater críticas ou meras constatações não inibe bandidos. “Isso só gera um debate improdutivo que pouco interessa a quem vive refém do medo de assaltos nas ruas, nos ônibus, nos bancos e agora nas praias do Estado”.

Para ele, aliás, os porta-vozes escolhidos pelo Palácio não convencem ninguém. “Pelo contrário, conseguem apenas reafirmar a distância que o Governo e, infelizmente, o governador têm da realidade. Foi assim, no caso da resposta ao sociólogo, professor e pesquisador da UFPE José Luiz Ratton”, destacou.

Em janeiro, Ratton afirmou, a partir de dados científicos, que Pernambuco tinha atingido naquele mês o maior índice homicídio desta década. “Mesmo considerado um dos principais idealizadores e executores do Pacto pela Vida, Ratton foi atacado por um ex-secretário que preferiu entrar no campo pessoal e valorizar a paternidade do já morto e enterrado programa. Adivinha a quem a população deu crédito?”.

No seu discurso, Porto lembrou que nas várias vezes que tratou do tema na tribuna perguntou o que faltava acontecer para que Paulo Câmara tomasse para si o papel que lhe foi conferido pelo voto dos pernambucanos e assumisse pessoalmente o comando da política de segurança pública do Estado.


Em seguida, elencou fatos que têm trazido à Assembleia: “ataques a órgãos públicos federais e a secretarias estaduais já ocorreram. Arrastões no focos de carnaval em Olinda, nos domingos de lazer do Marco Zero e a metros do Palácio do Campo das Princesas também já. Do mesmo modo, rebeliões e mortes dentro de presídios não faltam e assaltos e assassinatos em índices cada vez mais alarmantes se sucedem". No final, arrematou: "o que falta mesmo é competência para o Estado enfrentar marginais, se adiantar às ações da bandidagem e dar respostas à sociedade".

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