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sábado, 10 de dezembro de 2016

O AMOR ENTRE MULHERES NO CINEMA E NA TV

Ana Paula Arósio em "Como Esquecer"
Maria Fernanda e Paolla Oliveira

Nas últimas duas décadas a televisão e o cinema têm produzido novelas, minisséries e filmes com a temática do amor entre mulheres.
A paixão entre homens vem sendo abordada também, talvez até há mais tempo, mas chamam a atenção as produções a respeito do lesbianismo tanto no Brasil quanto em outros países,  de uns tempos desses para cá.

Na televisão a Globo fez uma primeira tentativa de focar o amor entre mulheres na novela "Torre de Babel”, de 1998, mas as reações foram fortes e a direção da emissora pressionou o autor do folhetim,  que terminou matando as duas personagens, interpretadas por Silvia Pfeiffer e Christiane Torloni.

O ano passado a emissora conseguiu tratar com mais profundidade do assunto em “Babilônia”, quando Fernanda Montenegro e Natália Timberg viveram duas mulheres na faixa dos 80 anos que eram apaixonadas.

Alguns não gostaram, outros ensaiaram protestos, não faltaram críticas, porém a história foi ao ar.

Em termos de minissérie, a Globo produziu duas muito boas, com cenas quentes de sexo entre mulheres.

Paola Oliveira e Maria Fernanda Cândida aparecem em cenas tórridas em “Felizes Para Sempre”, com beijos, abraços e nus que devem ter escandalizado os que não aceitam naturalmente o sexo, principalmente quando feito por duas mulheres.

Marjorie Estiano, também atriz global, foi à loucura nas cenas com Paula Burlamaqui, dentro da série “Eu que te amo tanto”, exibida no Fantástico em 2014.
Flores Raras, com Glória Pires

CINEMA - Imagine o leitor que até a atriz Natália Dill, que sempre faz personagens boazinhas (numa delas era chamada de santinha, de tão angelical que parece) nas novelas, beija e abraça alguém do mesmo sexo no filme “Paraísos Artificiais”. Na história desse longa ainda rola droga e muito rock and roll, tudo com Natália Dill no centro da trama.

Ainda no cinema nacional, o amor entre mulheres apareceu com força em dois bons filmes: “Flores Raras”, de Bruno Barreto, com Glória Pires e Miranda Otto. Apesar da direção de um cineasta consagrado, do bom elenco e de contar uma história real, o longa teve dificuldades para conseguir patrocinadores, por envolver a paixão entre pessoas do mesmo sexo.

Ana Paula Arósio, a bonita atriz que fez várias novelas na Globo e depois,  por opção própria,  resolveu se afastar da carreira, é a intérprete principal de “Como Esquecer”, filme dirigido pela cineasta Malu de Martino.

A atriz vive um personagem forte e complicado, que gosta de mulheres, perde o seu grande amor, sofre muito por isso, mas termina se envolvendo depois com uma artista plástica.

Os dois filmes brasileiros abordam o tema sem vulgaridade, com muita sensibilidade por parte do diretor, no primeiro caso, e da diretora, no segundo.

Em termos internacionais, duas produções mais ou menos recentes chamam a atenção:

A primeira é “O Azul é a Cor Mais Quente" (2013), do franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, que tem um visual belíssimo, conta a história de amor de duas adolescentes, e por ter muita qualidade artística foi premiado com a Palma de Ouro no prestigiado Festival de Cinema de Cannes. 

Do ano passado é o também premiado “Carol”, produção anglo-americana, retratando o caso entre uma senhora já madura, casada e mãe, com uma mulher bem mais jovem. A história se passa nos anos 50 e naturalmente as duas apaixonadas tiveram problemas.

O filme também conquistou a Palma de Ouro e deu a Rooney Mara e Cate Blanchett a premiação de Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Atriz.

Na Espanha, em 2006, foi lançado o filme “Um Amor para Durar”. O romance acontece entre duas mulheres maduras, em pleno regime comandado pelo ditador Francisco Franco, que reprimia fortemente o homossexualismo.

A família de Pilar, professora, como a outra, a interna numa clínica psiquiátrica, causando muito sofrimento às duas mulheres e deixando a primeira perturbada devido ao tratamento de “choque”.

Uma delas termina por se suicidar por não aguentar as pressões.

O filme é baseado numa história real.

Outro filme que merece ser citado,  dentro do tema que enfocamos nesta reportagem, é o longa “As Horas”, de 2003, com a belíssima Nicole Kidman interpretando a escritora Virgínia Woolf.

Este trabalho recebeu 8 indicações para o Oscar e Nicole ficou com a estatueta de melhor atriz.

Também muito bom é “Ao lado da pianista”, filme francês com linda trilha sonora de música erudita e muito bom gosto em tudo.

Uma jovem consegue fazer com que uma mulher mais velha e casada se apaixone por ela. Mas faz isso como vingança, por guardar uma mágoa antiga da outra.

O que existe de comum entre esses filmes, e mesmo nas séries e novelas, é a exposição do amor entre mulheres, a mostra do preconceito, da angústia, do sofrimento e dor, mas também beleza e a lição ensinada na canção popular de Milton Nascimento: “Qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor valerá”.

O amor acontece entre dois homens, entre duas mulheres, entre um homem e uma mulher, independentemente de idade, classe social ou qualquer outro fator.

Pode trazer muita felicidade, mas também sofrimento.


Sempre, no entanto, é preferível ao rancor, ao ódio e à intolerância.
O Azul é a Cor mais Quente
Carol

5 comentários:

  1. Gostei pq traz informação e derruba preconceitos

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  2. O Brasil está com uma bomba chamada previdência, bem embaixo de seu traseiro. Há décadas as famílias geravam muitos filhos, as mulheres queriam ser mães e tinham 5, 6, 7, 8 ou dezenas de filhos. Cada filho desses no futuro, poderiam tornar-se trabalhadores e contribuir com a previdência, que tem a única missão de bancar as aposentadorias dos idosos com a contribuição previdenciária. Acontece que hoje as "FAMILIAS" brasileiras , mal têm uma taxa de 2 filhos por casal. O resultado é um grande contingente de idosos, e poucos jovens trabalhando para sustentar suas aposentadorias.

    E qual a solução que os gênios esquerdistas estão promovendo? RELACIONAMENTOS GAYS (que não geram filhos), ABORTOS (que exterminam filhos), e INSTRUMENTOS, QUÍMICOS, FÍSICOS E PSICOLÓGICOS ANTICONCEPCIONAIS. Tudo em nome da felicidade individual da massa de trouxas que irão sofrer na velhice por causa de seu posicionamento imbecil, egoísta e momentâneo na juventude.

    Mas, quer saber... Eu acho que toda essa gente merece todo o sofrimento que as aguarda, estão matando seu próprio futuro em nome de atividades recreativas idiotas na juventude.

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  3. Aparentemente existem organizações internacionais trabalhando para utilizar os meios de comunicação de massa para manipular a fragilidade intelectual das pessoas buscando um certo controle populacional. O problema é que esse controle populacional só está funcionando nos países onde as pessoas têm um mínimo de liberdade, ou seja, os países capitalistas e ocidentais.

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  4. José Fernandes Costa11 de dezembro de 2016 17:08

    Em pleno ano de 2016, quase NADA nos deve surpreender!! - Mulher com mulher, eu entendo e até aceito!! - Mas, "homem" com "homem" (??), NÃO dá pra admitir... Eu penso ASSIM !!! /.

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  5. Jorge Noronha (Pelo Facebook)12 de dezembro de 2016 15:20

    Roberto Almeida como sempre, trazendo postagens belíssimas, cheias de valoração social e conteúdos atuais. Neste post pode-se perceber a clareza nas informações mostradas, o tema homossexualismo é tratado de forma respeitosa e contundente.

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