Governo do Estado

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sábado, 2 de julho de 2016

VOLTEI RECIFE!

Já estou no Recife. Cheguei à capital pernambucana perto de 1 hora da manhã deste sábado, depois de sete horas num ônibus, entre Itaperuna e o Rio de Janeiro, e duas horas e quarenta minutos de voo, entre a “cidade maravilhosa” e a “Veneza brasileira”.

Ainda hoje estarei na minha querida Garanhuns, curtindo o frio gostoso e a minha modesta, mas acolhedora casa na Cohab II. Quero ver meus filhos Lulinha, Tiago, Vitória e Carol, dar uns amassos na minha companheira de 28 anos de estrada, Tereza Almeida da Silva, e beijar minhas netas Luana, Clarice e Fernanda, esta última que acaba de completar seu primeiro aninho de vida.

No Rio deu tudo certo, como meu irmão Júnior já adiantou. Na cidade do Norte fluminense, onde passei a semana, fui submetido a uma Radiocirurgia, um procedimento médico moderno que está sendo muito usado no tratamento do câncer, tumores chamados de benignos e outras doenças.

Não chega a ser uma cirurgia, como sugere o nome, mas é um tratamento não muito simples feito em duas etapas, com a participação de uma pequena equipe de neurologistas e um ou mais radiologistas.

A primeira etapa do procedimento é a mais dolorosa. Os médicos colocam uma estrutura de aço na cabeça do paciente, tipo um “chapéu furado”, e como que parafusam a testa e a nuca da pessoa dos lados esquerdo e direito.

Mesmo com anestesia você sente um pouco de dor.

O pior é quando eles (os médicos) começam a mexer na cabeça do doente, fazendo uma medicação e num determinado momento parece que o cérebro foi separado do corpo e está flutuando. Você sente uma sensação terrível, como se estivesse sendo arrancado deste mundo de maneira fria e cruel.

Tudo passa rápido, contudo, e como não foi necessário corte (apenas uns furinhos na testa e na nuca), logo se é mandato de volta para o leito, onde é recomendado o descanso por algumas horas.

Na parte da tarde, é feita a segunda etapa do procedimento, com uma sessão única de radioterapia, orientada por uma ressonância e uma tomografia, os dois exames feitos no hospital de Itaperuna, o segundo já depois da intervenção médica da manhã.

Aí é super tranquilo, nenhuma dor ou desconforto. Apenas fica-se deitado, os técnicos atingem os locais escolhidos com precisão milimétrica e após uns 20 minutos tudo está terminado.

Isso tudo foi na última quarta-feira e na quinta pela manhã o médico chefe da equipe me deu alta.

A CIDADE E O HOSPITAL – Itaperuna é uma cidade de 100 mil habitantes, bem cuidada, porém nem de perto tem a beleza de Garanhuns. Se fosse para comparar estaria mais para Arcoverde um pouco maior, ou Caruaru três vezes menor.

O povo da cidade é simpático e hospitaleiro, o lugar tem bons restaurantes, hotéis simples e limpos, com boa comida e preços incrivelmente baixos.

O município tem uma pecuária forte, um comércio mais fraco do que o de Garanhuns e o Hospital São José do Avaí, que existe há 67 anos, é uma entidade filantrópica e atende 60% dos pacientes através de convênio com o SUS.

A unidade de saúde de Itaperuna tem mais ou menos o porte do Hospital Dom Moura. Se dá para comparar em termos de tamanho, em tudo o mais é diferente. O atendimento é bom da entrada à enfermaria, passando pela atenção dos médicos e a gentileza de todos os técnicos ou auxiliares.

Nos quase três dias que passei no São José, não vi um funcionário ou funcionária de cara feia ou mal humorado ( exatamente o contrário do Dom Moura, não é verdade?).

Como é uma referência na região Norte do interior do Rio de Janeiro, o hospital itaperunense atende muitas pessoas inclusive de municípios maiores. O maior exemplo é que na enfermaria em que fiquei (um local totalmente limpo, bem cuidado e arejado) a maioria dos pacientes viera de Campos, cidade com 50 mil habitantes a mais, porém sem uma unidade de saúde com os mesmos recursos.

Para ficar mais claro a qualidade do São José do Avaí: Lá além da boa equipe médica, da organização, da agilidade no atendimento e da educação do corpo de funcionários, tem bons equipamentos para realizar ultrassonografias, ressonâncias e tomografias computadorizadas, além de radioterapias (acredito que quimioterapia também) e radiocirurgias.

Este último procedimento, que Pernambuco não cobre pelo SUS, no meu caso não ficaria por menos de R$ 50 mil, caso feito no Hospital Português no Recife.

Por isso tive de viajar perto de 2.500 km, com a ajuda valiosa dos meus verdadeiros amigos de Garanhuns e, sobretudo, de meus irmãos Aurélio, Eduardo, Júnior, Ana Cláudia, minha mãe Maria das Neves, graças a Deus lúcida e forte aos 83 anos de idade; além da força dos meus queridos filhos.

Mais uma etapa foi vencida com êxito graças a tanta gente boa que chega junto quando se precisa e principalmente ao Deus do Universo, que comanda enfermeiros,  médicos, governantes, motoristas, pilotos de avião e cada um da gente, de passagem por esse mundo vão.

O tratamento que fiz me dá uma possibilidade maior de me ver livre deste tumor que entrou na minha vida desde o ano de 2006. Terei que fazer uma ressonância a cada seis meses para checar a eficácia da Radiocirurgia.

É rezar e pedir para continuar recebendo as bênçãos do Senhor, o dom da vida, o prazer de escrever, trabalhar, divulgar Garanhuns e o Agreste, ter esse canal de comunicação com tanta gente.

Obrigado aos leitores, aos que ficaram na torcida, aos que fizeram orações, aos que gostam do jornalista e da pessoa que sou.

Um abraço especial para amigos muito queridos como Jorge Cordeiro, Luizinho Roldão, Ivo Amaral, Betânia da Ação Social (que viabilizou em tempo recorde a aprovação para o tratamento em Itaperuna), Hélio Faustino (que provou ser um homem do bem e capaz de toda solidariedade possível), minha querida conterrânea, amiga e comadre Maria Almeida, Izaías e Socorro Régis, que mesmo com tanto afazeres também têm sido muito solícitos quando deles se precisa.

Trouxe na bagagem um livro de um dos meus escritores preferidos, Martha Medeiros, o amor por minha terra e pelos bens mais preciosos da vida (mãe, irmãos, mulher, filhos, netos, amigos...), afora a esperança de dias ainda melhores pela frente e o renascer perto dos 60.


Deixo um beijo no coração de cada um. (Roberto Almeida).

3 comentários:

  1. roberto estar bom e mendoncinha estar livre parabens para os dois

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  2. PREZADO ROBERTO,

    CUIDADO NOS CORVOS E ATEUS QUE VÃO LHE ABENÇOAR POR VOCÊ TER CHEGADO SÃO E SALVO DEPOIS DE TER VENCIDO ESSE ABCESSO EM DEFINITIVO;

    A TRAIRAGEM, FALSIDADE E INGRATIDÃO, TAMBÉM, PODEM SER ASSUMIDOS OU TRATADOS COMO CÂNCER MALIGNOS;

    CUIDADO QUE A FALSIDADE TEM UMA FORMOSA APARÊNCIA.

    P.S1.: - Tô falando sério, cara!!!

    P.S2.: - Você deveria publicar o nome desses médicos, digo, deuses da medicina que lhes curou...

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  3. José Fernandes Costa2 de julho de 2016 20:46

    QUE DEUS TE ABENÇOE!! SEMPRE, SEMPRE!! - E A VIDA CONTINUA!! ("Mens sana in corpore sano".) /.

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