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quinta-feira, 7 de julho de 2016

MÉDICO PAGARÁ POR MORTE DE ENGENHEIRA

Reportagem da Jornalista Silvana Victor:
Depois de quase três anos de muito sofrimento e luta a família da falecida engenheira da CHESF Urbania Possidonio de Barros Carvalho, comemora a denúncia por crime culposo do médico Paulo Roberto de Andrade. Após investigação por dois anos na delegacia e oito meses no Ministério Público, finalmente está marcada para o dia 15 de dezembro deste ano, às 13h30, na Primeira Vara Criminal da Capital, a Audiência de Instrução e Julgamento do médico ginecologista e obstetra Paulo Roberto de Andrade que perfurou o intestino da paciente Urbania Possidonio de Barros Carvalho por ocasião de uma cirurgia de histerectomia, no Hospital Memorial São José.
Tal intercorrência foi mantida em segredo pelo profissional, retardando o tratamento adequado. A família recebeu a notícia com alívio e certeza da importância da denúncia. “Embora tenha se passado muito tempo e ocorrido muitas dificuldades na investigação nunca deixamos de acreditar. Tudo que queremos é que a justiça seja feita, nada mais.”, declarou Urbaneide uma das irmãs da vítima.
Lembrando o caso: Em 29/08/2013 a engenheira da CHESF Urbania Possidonio de Barros Carvalho, 47 anos, casada e mãe de dois filhos, internou-se no Hospital Memorial São José para se submeter a uma cirurgia programada de histerectomia recomendada pelo ginecologista obstetra Paulo Roberto de Andrade, devido a um mioma que lhe causava grande fluxo menstrual. Ao término da cirurgia foi encaminhada ao apartamento sem saber da lesão sofrida na alça intestinal e liberada à dieta livre e laxante. No mesmo dia queixou-se de dores insuportáveis, tendo o profissional afirmado tratar-se de gases e recomendado que continuasse a alimentação e breves caminhadas.
No dia seguinte, com o quadro bastante agravado - vomitando secreção escura, abdome extremamente distendido e dolorido; falta de ar, sudorese - recebeu a visita do médico acusado que continuou insistindo no diagnóstico de gases e prescrevendo analgésico e antigases.
Por iniciativa do médico plantonista, após dois dias de sofrimento da paciente, foi solicitada a Tomografia Computadorizada do Abdome em que detectou-se grande quantidade de líquido e gases livre na cavidade abdominal e por telefone foi suspensa a dieta. Informado do quadro grave o acusado submete à vítima a outra cirurgia com cirurgião geral, onde ocorreu bronco aspiração de fezes, precisando ser traqueostomizada para então suturar a lesão do intestino. Remetida a UTI em estado gravíssimo a engenheira permaneceu e submeteu-se a outros 08 procedimentos cirúrgicos até o óbito em 08/10/13.

ASVEM - Diante da perda trágica, as irmãs da engenheira criaram a Associação das Vítimas de Erro Médico do Estado de Pernambuco para auxiliar outras pessoas a evitarem tal sofrimento prevenindo o Erro Médico e uma vez já ocorrido orientar e apoiar vítimas e familiares a denunciar o fato para ser devidamente apurado. Para isso dispõem de atendimento pelo fone (81) 3107-4843 e presencial as 3ª feiras de 14 as 18h, no Empresarial Centro da Moda, a Av. Pres. Kenedy, 1001, Peixinhos, Olinda/PE.

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