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sexta-feira, 10 de junho de 2016

MAIS UM ANIVERSÁRIO DA COMOÇÃO SOCIAL


Por Altamir Pinheiro

Completaram-se 3 anos, neste mês de maio que, camadas populares de diversas cidades brasileiras foram surpreendidas com a propagação de um boato de que o Bolsa Família, principal programa de transferência direta de renda do governo federal, SERIA SUSPENSO. Com a notícia espalhando-se rapidamente por milhares de municípios nordestinos, populações locais prontamente valeram-se  das casas lotéricas e agências da Caixa Econômica Federal para sacarem os valores relativos ao benefício, o que, em alguns casos, gerou tumulto, revolta e depredações. Em poucos dias, conforme divulgara a Caixa Econômica, foram sacados das agências  milhões de reais, ao passo que, em decorrência da comoção social provocada, alguns pagamentos foram adiantados, não obstante a existência de calendário próprio.

Como se sabe, o assistencialismo brasileiro custa caro aos cofres públicos e seus resultados são insatisfatórios. Para que haja mudanças na realidade social dos indivíduos marginalizados é necessário um acompanhamento processual através de projetos elaborados de acordo com as necessidades de cada comunidade, ou seja, uma ASSISTÊNCIA SOCIAL  ao invés de um ASSISTENCIALISMO. Um dos problemas provocados ou causados pelo assistencialismo é a conservação da situação de carência das camadas marginalizadas por finalidades político-econômicas, visto que, por ser uma prática de doação, é um ótimo meio de construção de uma imagem favorável dos doadores em relação a certos públicos (principalmente os mais desinformados). Apesar de, até onde se conheçe um ou uma Secretária de Assistência Social que se preza, ela tem por obrigação afirmar que, com exceção do programa BOLSA FAMÍLIA, os outros programas sociais, quase sempre não são ETERNOS  e sim PROVISÓRIOS...

Mas o pior é saber que o assistencialismo “APENAS” piora a situação, pois mesmo com o fim deste, não há melhoras consideráveis nos serviços públicos se não houver incentivos à iniciativa privada para ser acessível aos brasileiros e suprir a maioria da demanda. É simples, o serviço público é gratuito, porém possui oferta limitada. Acontece que essa gratuidade gera uma demanda “INFINITA”, se a demanda é maior que a oferta, claro que haverá escassez, gerando prejuízos aos cidadãos como consumidores, como atrasos, erros, má qualidade e precariedade  devido ao alto custo com benefício próximo a zero.

Nesses últimos dias, uma grande parte das Secretarias de Assistência Social  da redondeza está ouriçada, chateada ou aborrecida, com os nervos a flor-da-pele com medo que haja transformações bruscas na assistência social do país como um todo. A coisa é preocupante e, a assistência social da região do agreste meridional está em "PÉ DE GUERRA", haja vista as indefinições momentâneas dos senhores ministros das áreas sociais, como também os prognósticos e os disse-me-disse que estão aí por vir. Então,  O REMÉDIO É  ESPERAR!!! 

O fantasma da subnutrição e da desnutrição, causado pela miséria, continua vivendo e rondando esse nosso  Nordestão de meu Deus. Para o jornalista Gilberto Dimenstein, um especialista no assunto,   o cidadão brasileiro desfruta de uma cidadania aparente que ele denomina de CIDADANIA DE PAPEL.  A verdadeira democracia implica na conquista e efetividade dos direitos sociais, políticos e civis. É necessário que a sociedade tenha conhecimento da verdadeira importância de ser cidadão, para possuir a capacidade de conhecer e perceber os seus direitos e reivindicá-los, no sentido de que o conceito de cidadão SAIA DO PAPEL, e se legitime, através da incorporação da identidade de um indivíduo marcado por suas vitórias, como sujeito construtor e co-autor de uma cidadania democrática. 

Enquanto isso não chega, enquanto não aparece uma política fortalecida  a médio e longo prazo o que não se pode perder de vista é o que está aí e o que já fora conquistado. Esta é a preocupação generalizada de todos os Secretários de Assistência Social da Região do Agreste Meridional. Deixando bem claro que, o secretário da área social que se preza, tem como senso de responsabilidade informar ou afirmar que, tirante o programa BOLSA FAMÍLIA,  todos os outros são, quase sempre, TEMPORÁRIOS e não DEFINITIVOS!!! 


No campo da assistência social restrito ao BOLSA FAMÍLIA, para o brasileiro  ter ideia o que aconteceu naquele maio de 2013, basta mensurar a importância do programa, basta ver o peso que o programa tem e o que representa para uma população de 13 milhões de família ou 50 milhões de pessoas(uma Argentina dentro do Brasil), basta dizer que seus respectivos beneficiados ou beneficiários levam para casa(ou deixa no comércio) a bagatela de cerca de 30 bilhões de reais anuais. Não é à toa que,  As multidões donde, angustiadas, foram arrastadas às agências da Caixa Econômica Federal pela informação falsa, naquele fatídico mês de maio de 2013,  mostram que qualquer grupo político que, no poder, tente desidratar ou se atreva a  extrair o programa para atender ao clamor da área conservadora, está fadado ao suicídio político. É uma pena que, esse importante programa  não seja consumado em DEFINITIVO  como um PROJETO DE ESTADO e sim, continuar, lamentavelmente, como um programa de governo, ainda!!!

4 comentários:

  1. Disse tudo: o bolsa família deveria ser uma política de Estado e não de Governo.

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  2. Discordo do ator do testo e de quem fez o comentario - Essa tal de bossa familia virou uma maquina de fazer gente morto de priguiça e mulher parir todo ano um minino para o marido receber 3 mil e comprar uma moto uzada pra eles andar. O povo do PT são chei de priguiça e incentiva os outro a não trabalhar. Por essa causa eu sou contra.

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  3. DEPOIS DE UMA AULA DE GRAMÁTICA DESTA, SÓ FALTA MESMO O PRESIDENTE MICHEL TEMER ENVIAR UMA MEDIDA PROVISÓRIA PARA O CONGRESSO NACIONAL DANDO CABO DE UMA VEZ POR TODA, EM DEFINITIVO, DO EMPREGO PRONOMINAL, DA PRÓCLISE, ÊNCLISE E MESÓCLISE...

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  4. Existem erros cometidos pelos partidos que não tem lógica nenhuma.Quando estão no governo criam os seus programas sociais e depois que perde o governo e os sucessores dão sequências melhorando o sistema e ampliando-os procuram atacá-los piedosamente.

    Quem criou os programas sociais foram justamente o Fernando Collor,José Sarney e que FHC ampliou as bolsas famílias para 3,5 milhões de famílias. O Lula ampliou para mais de 13 milhões de famílias.

    Que o programa precisa de um recadastramento geral isto é um fato.Agora,o PSDB e PFL hoje DEM ir a televisão e tachá-lo de "BOLSA ESMOLA" foi um desprezo muito grande diante das pessoas que recebem essa ajuda de governo e graças as elas muitos não passam fome.

    Pois no interior a agricultura está falida.O êxodo na zona rural é muito forte graças a lei sindical que deu direito aos moradores e que os fazendeiros sejam pequenos ou médios e grandes não querem nenhum morador e com isto ficou muito difícil se ter alguma pessoa para trabalhar na agricultura.

    As Cohab estão cheia de gente ociosas sem fazer nada.Não existem a geração de emprego e renda,não se tem mais terras para arrendamento para o cultivo agrícola e o tempo das colheitas estão se resumindo a apenas 3 meses de chuvas.

    O bom seria que tivessem trabalho,emprego em alguma coisa para todo mundo e ninguém precisasse mais de nenhuma ajuda de governo para sobreviver.Agora que as Bolsas famílias ajudando e muito aos mais pobres em busca de algum dinheiro para comprar alguma comida para não se passar fome mesmo.

    O programa do governo federal criado por Lula e Dilma,Minha Casa Minha Vida criou uma esperança muito grande na zona rural o que não acontecia há mais de 100 anos.

    Foi uma lula minha toda vez que participara das reuniões do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Lagoa do Ouro ao lado de valiosos companheiros no Prorural e nos encontros estaduais e nas associações comunitárias quando debatíamos nas plenárias esse programas voltados para a ZONA RURAL e URBANA das grandes, médias e as pequenas cidades do Nordeste e do Brasil.

    Eu vi de perto uma família com dois filhos serem salva graças ao bolsa família!

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