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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO! FELIZ ANO NOVO! FELIZ ANO NOVO!

Tivemos um ano difícil e chegar aqui, às portas de 2016, já é uma conquista importante ou mesmo uma grande vitória.

No país do jeitinho, de aécios e cunhas, viver e sobreviver da arte de escrever, batendo tijolos, dirigindo vans ou ônibus, cortando cabelos, varrendo ruas, fazendo serviços domésticos, cuidando de doente em hospitais, arriscando a vida como policiais, fabricando pães ou praticando qualquer outra atividade com o mínimo de dignidade já é quase um ato de heroísmo.

Sim! Heróis somos nós que sobrevivemos na raça, na teimosia , não aqueles da turma de pessoas vazias do BBB,  atrás do prêmio milionário da grande vendedora de ilusões.

Mais um ano de vida é uma dádiva do Criador, é a chance de se redimir de erros, é realimentar a esperança, é caminhar para cumprir o seu destino em direção à divindade.

Que venham os momentos de alegrias, que consigamos suportar as incompreensões, superemos as adversidade e que possamos colher o que plantamos e somar novos triunfos nessa áspera jornada.

Que cada um tenha pelo menos o básico e possa estar feliz mesmo com o pouco, despidos dos medos e ambições, recebendo as bênçãos de Deus para ter saúde e seguir em frente.

A vida é bela quando se tem sensibilidade, fé, coragem e sabedoria para estar em harmonia com o Universo e com o próximo.

Com Deus e o amor em primeiro lugar, que venha o Ano Novo.

Feliz 2016 para os leitores, os patrocinadores deste espaço da internet, os garanhuenses, homens e mulheres do agreste meridional, pernambucanos e brasileiros!

Um abraço forte e carinhoso para todos vocês que acompanham nosso trabalho e fizeram a leitura desta mensagem.

Roberto Almeida

Jornalista

CAETÉS COMEMORA AVANÇOS NA ÁREA RURAL

O governo de Caetés e a Secretaria Municipal de Agricultura terminam 2015 comemorando os muitos avanços conquistados neste final de ano marcado pelas parcerias com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Conselho de Desenvolvimento Sustentável e Associações Rurais. Ao longo dos 3 anos de governo, números impressionantes foram conquistados para os produtores rurais e as famílias da Agricultura Familiar como, por exemplo, o aporte financeiro aplicado em Caetés pelo governo Federal através do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que injetou no município mais de 11 milhões de reais via Banco do Nordeste.

Caetés é o município que mais avançou na construção de cisternas, em 3 anos a população da zona rural já contabiliza 2.675 cisternas, sendo 325 modelo Calçadão com capacidade para 52 mil litros de água e as demais com capacidade para 16 mil litros. Estas cisternas além de beneficiar as famílias contempladas gerou emprego com as construções dos reservatórios de alvenaria.

O Governo Federal beneficiou 75 famílias com o sonho da casa própria através do Programa Minha Casa Minha Vida Rural. Para esta conquista as parcerias são imprescindíveis, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Associações, Cooperativa Bemorar, secretaria de Assistência Social, Secretaria de Agricultura, Caixa Econômica Federal e prefeitura de Caetés.  Ainda neste finalzinho de ano a Comunidade Quilombola do Atoleiro também foi comtemplada com a assinatura de contrato para a construção de 26 habitações.

A prefeitura garantiu o acesso dos agricultores familiares no Seguro Safra programa que assegura em caso de perda das lavouras em mais de 50%, o direito de receber o benefício de 850 reais por agricultor, dividido em 5 parcelas, uma injeção de recursos na economia local de   mais de 1,6 milhão de reais.


Para o secretário de agricultura de Caetés, Lucivalter S. Bernardo (Galego), estas conquistas para as famílias que vivem no campo, só foram possíveis pelo compromisso e determinação que o prefeito Armando Duarte tem com o povo do município e graças às parcerias que a Secretaria de Agricultura tem ao lado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Conselhos de Desenvolvimento e Associações Rurais. (Texto: Wando Pontes). 

MENSAGEM DE AGRADECIMENTO


Amigos, companheiros e colegas,

Venho a público agradecer pela oportunidade a mim confiada de ser presidente por seis anos, somando duas gestões, da Ordem dos Advogados do Brasil - Subseccional Garanhuns. Tal missão foi uma honra e uma responsabilidade que somente vocês poderão mensurar. Exerci o cargo na defesa das prerrogativas dos advogados, busquei o aprendizado e o aperfeiçoamento profissional coletivo, através dos cursos e seminários, e investi na infraestrutura, com nova sede, escritório virtual e salas exclusivas nos fóruns. Através das parcerias como CAAPE e ESA, podemos contar outra história, somar grandes conquistas.

Ao recompor na memória estes últimos seis anos, vejo onde conseguimos avançar bastante, e descubro onde poderíamos ter ido mais além, mas, sem falsa modéstia, deixamos um legado de ações que mudaram a fisionomia regional de uma das mais atuantes e importantes instituições do país, e nossa subseccional não poderia ficar à margem da OAB Nacional, nem da Pernambucana, uma das mais respeitadas do país.

Toda e qualquer conquista foi solidária, e por isto faço deste texto um agradecimento a nossa diretoria, especialmente a meu amigo Luís Sebastião, e aos Mários, o Rodrigues e o Oliveira, ao querido Edson, entre tantos outros que deveria citar aqui. Peço-lhes desculpas. Aos nossos funcionários que prestaram serviços de qualidade, muitas vezes além de suas obrigações. Aos nossos colegas espalhados por todo o Agreste. Aos juízes, promotores, defensores, delegados, servidores do Poder Judiciário em geral. Às autoridades em todas as instituições que em algum momento abriram as portas para a OAB Subseccional Garanhuns. À imprensa, sempre parceira em nossas atividades.

Aproveito este momento para desejar uma grande gestão aos colegas Jorge Wellington e Paula Calábria, que assumem a Casa Urbano Vitalino.

Como reconhecimento ao trabalho sério, dinâmico e democrático, fomos convidados para o importante cargo de vice-presidente da CAAPE (Caixa de Assistência ao Advogado de Pernambuco), portanto, não farei deste texto uma despedida, mas uma renovada entrega, uma disposição de continuar a serviço da nossa classe.

Que venha 2016, estaremos juntos, pois vocês já sabem que podem contar sempre com este amigo!

Obrigado a todos e que Deus abençoe cada um com seus familiares!


Paulo André do Couto Soares

Advogado

CAI A MÁSCARA DOS TUCANOS

Aécio, presidente do PSDB, é manchete 
negativa nos principais jornais do Brasil

O Jornal Nacional de ontem à noite noticiou que o delator Carlos Alexandre, a mando do doleiro Alberto Youssef, repassou valores em propina aos senadores Aécio Neves (PSDB), Renan Calheiros (PMDB) e Randolfe Rodrigues (Rede da Sustentabilidade).

Aécio, que passou o ano infernizando a vida do governo, chega ao último dia do ano como principal personagem da política nacional. Além de aparecer no telejornal da TV Globo como “propineiro”, está nas manchetes da Folha de São Paulo, o Estadão e o Globo do Rio de Janeiro, por conta dos R$ 300 mil que teria recebido do doleiro.

A grande imprensa protege como pode os tucanos e seus amiguinhos, mas chega uma hora que não dá mais porque se não informar direito a opinião pública o veículo (jornal, revista, rádio ou tv), fica desmoralizado.

Já se sabe que os roubos na Petrobrás começaram na gestão de Fernando Henrique, existem até livros provando que as privatizações de FHC foram um assalto aos cofres públicos, tem o caso do tremsalão de São Paulo (envolvendo os governos Covas, Serra e Geraldo) e em Minas Gerais o Aécio (olha ele de novo), construiu um aeroporto nas terras do titio e usava o avião do Estado para ir namorar no Rio de Janeiro.

Lá atrás teve o tucano Eduardo Azzeredo, que começou com essa história de mensalão. Recentemente, o ex-governador mineiro foi condenado a 20 anos de prisão.

Os mal feitos do PSDB, PSB, DEM ou qualquer outro partido não justificam os erros dos petistas. As notícias dos últimos dias, porém estampadas não nos blogs sujos, mas na grande mídia, deixam claro que a corrupção é generalizada.

É preciso ter consciência de que existem homens de bem (que são minoria) em todos os partidos, assim como existem corruptos em todas as legendas.

Chega de maniqueísmos ou de querer criminalizar só um lado. Quem faz isso age por interesses pessoais ou ignorância.


O GLOBO E O SALÁRIO MÍNIMO – Depois de criticar o aumento do salário mínimo no Bom Dia Brasil, a Empresa Globo dedicou um editorial inteiro do seu veículo impresso para condenar o reajuste um pouco acima da inflação. Os Marinho - segundo o site 247 os homens mais ricos do Brasil - continuam fieis ao pensamento conservador, para não dizer reacionário. No início da década de 60 o mesmo jornal O Globo considerou um desastre para o país a criação do 13º salário.

MEMÓRIAS DA VIDA NO HOSPITAL - 3ª PARTE

Logo no segundo ou terceiro dia no Hospital da Restauração, meu estado de saúde piorou muito. Comecei a ficar por demais enjoado e a vomitar sem parar. As enfermeiras ou atendentes vieram, os médicos foram avisados da situação delicada e imediatamente as medidas necessárias foram tomadas.

Fui colocado numa maca e conduzido ao bloco cirúrgico. Eu estava fraco, o enjoo não passava, nem ao menos a vontade de vomitar. Terezinha ao meu lado, todos os segundos, dava-me forçar para lutar, não desanimar e crer que ficaria bom.

Fiquei por 20 ou 30 minutos num determinado local, numa “fila de espera”, com outros doentes em volta, cada um em sua maca.

Até que fui conduzido a uma sala de cirurgia e lá me deram uma anestesia e apaguei.

Os médicos fizeram uma microcirurgia para colocação de uma válvula ou dreno na cabeça. Fizeram uma incisão na barriga e outra na cabeça para colocar a tal pecinha, que agora carrego comigo para o resto da vida, assim como a marca abaixo do tórax.

Com o dreno o líquido do tumor e do cisto, alojados ao lado do cérebro, iria escoar – não sei se essa é a expressão exata a ser usada, pois sou completamente leigo em medicina – por caminhos corretos, sem me causar tantos danos. Isso faria com que os enjoos e os vômitos diminuíssem ou parassem.

Quando voltei a si já estava novamente na minha cama na enfermaria 505. Por conta dos efeitos da anestesia, para evitar que eu fizesse alguma besteira enquanto me recuperava do procedimento adotado, amarraram as mãos e os pés nas grades levantadas em redor do leito.

Como não tinha sido avisado de nada do que ia acontecer estranhei ficar preso daquela maneira e o fato de não poder praticamente movimentar as mãos, os braços e as pernas me deixaram verdadeiramente desesperado.

Quanto mais ficava consciente maior a angústia e com pouco eu estava implorando a minha companheira Tereza que me desamarrasse. Ela, instruída pelos médicos a me deixar daquele modo explicava não poder fazer nada o que me levou a ficar revoltado com ela.

Lembro-me de ter dito, magoado: “Filhinha, tanto que nos amamos e você permite que eu fique assim, amarrado. Por amor de Deus me solte...”. Vi lágrimas rolando dos seus olhos azuis, certamente pelo meu sofrimento e pela sua impotência diante do caso.

Essa situação angustiante durou pelo menos dois dias, apelei também para as enfermeiras e atendentes, mas ninguém atendeu os meus pedidos e continuei preso às grades, vivendo alguns dos piores instantes da minha vida.

Acredito que todos reagem do mesmo jeito quando são presos daquela maneira, pois dias depois vi de perto outros pacientes serem amarrados ao leito e ficarem tão nervosos quanto eu fiquei.

Felizmente no terceiro dia eles me liberaram e foi uma felicidade ter os pés e as mãos livres novamente. Hoje eu entendo perfeitamente a atitude dos médicos e auxiliares, assim como da minha mulher. Todos estavam apenas preservando a vida do paciente, que não estava em condições de ficar solto enquanto não passasse totalmente o efeito da anestesia que tinham me dado.

Por sinal enquanto não fizeram a cirurgia para retirada do tumor e do cisto, com a doença avançando, fiquei muito instável durante a noite, a pressão aumentava e eu como que me descontrolava – às vezes até durante a madrugada. Terminei, em alguns momentos, sem consciência do que fazia, sendo grosseiro com Terezinha, Tiago e minha filha Roberta.

Disse coisas terríveis para eles que jamais falaria em condições normais. Algumas das besteiradas que fiz na madrugada do Recife só tomei conhecimento depois, porque minha mulher me contou os detalhes.

Uma ocasião, ela revelou, eu levantei da cama e saí correndo pelo corredor do hospital, tentei até escalar uma janela (felizmente não consegui, lembrando que estávamos no 5º andar) e Tereza desesperada tentando me devolver a razão, pedindo ajuda de alguém, porém todos estavam dormindo nessa hora.

No outro dia eu não lembrava absolutamente de nada.

Depois as coisas se normalizaram mais, nós íamos vivendo aquela vida “comunitária” dentro da enfermaria do Restauração, enquanto esperávamos o dia da bendita cirurgia para retirada do tumor e do cisto.

O ELETRICISTA - Um dos pacientes do hospital era Arlindo, um rapaz que morava no bairro dos Coelhos, no Recife, e que viu de perto o “trabalho” que eu estava dando a minha companheira e acompanhante. Ele ganhava ou ganha a vida como eletricista.

No dia seguinte a um “sermão” que dei em Terezinha, Arlindo me aconselhou a ficar mais calmo e tratar melhor a mulher. Disse que ela era uma grande companheira, que todo mundo via ali o amor que ela me dedicava e era injusto responsabilizá-la por qualquer sofrimento meu.

Fiquei envergonhado, é claro. Mas a verdade é que agi daquela maneira com uma mudança de comportamento ditada pela doença.

Esse rapaz, o Arlindo, parecia um sujeito calmo e nem parecia estar num hospital, com tanta serenidade que aparentava.

Ele teve alta antes de mim, porém depois teve de voltar. Vejam que situação: tinha também um tumor na cabeça, já tinha sido operado duas vezes e como os médicos, talvez por imperícia, não tinham conseguido retirar tudo iria passar por uma terceira cirurgia.

Arlindo estava triste e aborrecido com razão. Ninguém merece passar três vezes por uma situação daquelas, arriscando a vida, ainda mais quando se sabia que os médicos, se tivessem sido mais eficientes, poderiam ter resolvido o problema do rapaz desde a primeira vez.

Quando saí do HR e retornei 30 dias depois para a primeira revisão médica, Arlindo ainda estava na enfermaria esperando sua vez.

Não tive notícias mais dele. Peço ao bom Deus que proteja o eletricista recifense e que os médicos lhe tenham deixado curado de sua doença para sempre.


(Continua...)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

CÂMARA APROVA VOTO DE REPÚDIO AO GOVERNADOR

O blog recebeu correspondência do presidente da Câmara Municipal de Garanhuns, Gersinho Filho, comunicando que o Legislativo local aprovou um voto de repúdio ao governador do Estado, Paulo Câmara (PSB), pela perseguição movida contra o professor da Universidade Federal de Pernambuco, Michel Zaidan Filho.

O vereador Audálio Ramos Filho foi o autor da proposta subscrita pelos vereadores Alcindo Correia, Carla Patrícia, Luzia Cordeiro, Nelma Carvalho e Paulo Leal.

Na justifica do voto de repúdio, Audálio Ramos escreveu o seguinte:


“Professor e cientista político, natural de Garanhuns, Michel Zaidan Filho escreve artigos para os jornais do Recife onde os mesmo trazem ácidas críticas aos líderes do PSB de Pernambuco, tudo dentro do que lhe garante o direito de liberdade de expressão, podendo o mesmo concordar ou não com o que acontece de público e de interesse coletivo, porém devido a sua posição contrária, demonstrada em seus escritos, o professor vem sofrendo uma grande perseguição por parte do governador Paulo Câmara, que vem movendo uma ação contra o educador. Dessa forma, o Legislativo de Garanhuns repudia a referida perseguição, dentro do que o nosso mandato permite, representando o povo do município, em relação a essa conduta típica de regimes totalitários e que não respeitam as liberdades individuais”.

A GARANHETA E O FESTIVAL DE JAZZ


Como Ivan Rodrigues (PSB), o ex-prefeito Ivo Amaral (PMDB) acredita que o Festival de Jazz acabou mais por conta do Viva Dominguinhos de que por falta de recursos. Também pesou na decisão, na opinião do peemedebista, o fato do evento ter sido criado na gestão de Luiz Carlos.

Ivo Amaral, porém, estranha que estejam reclamando do provável fim do Festival de Jazz quando ninguém chorou a morte de Garanheta.

O ex-prefeito lembra que o carnaval fora de época local era uma festa na qual os participantes eram 90% garanhuenses e os 10% restantes vinham de cidades próximas como Lajedo, Jupi, Bom Conselho, São João, Capoeiras, Caetés e Angelim.

Já o Festival de Jazz, segundo constatou o próprio Amaral, quando esteve numa das edições do evento, atraia pessoas da Região Metropolitana do Recife e dava para contar nos dedos quantas pessoas de Garanhuns se faziam presentes.

A Garanheta foi criada por Ivo e segundo ele acabou na administração de Luiz Carlos de Oliveira.


Em 2010, quando se especulou na volta da micareta local, o então prefeito Luiz Carlos publicou uma nota rechaçando a ideia e justificando o fim do evento por conta dos elevados índices de violência durante a festa.

DILMA ELEVA O SALÁRIO MÍNIMO PARA R$ 880,00

A presidente Dilma Rousseff assinou decreto nesta terça-feira (29) fixando o salário mínimo em R$ 880. O valor entra em vigor a partir de 1º de janeiro.

O novo mínimo será publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, dia 30.

"O governo federal dá continuidade à sua política de valorização do salário mínimo, com impacto direto sobre cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados, que atualmente recebem o piso nacional", afirma nota divulgada pela assessoria de imprensa da Presidência.

O salário mínimo, hoje em R$ 788, foi projetado em R$ 871 no projeto aprovado pelo Congresso Nacional para o Orçamento de 2016, mas o valor final é definido pelo governo. Ele também serve de parâmetro para o piso dos benefícios previdenciários.


Numa entrevista a uma Rede Nacional de Televisão, o ex-presidente Fernando Henrique criticou o aumento do salário. O tucano acha que por conta das dificuldades econômicas do país o reajuste do mínimo devia ser menor.

ARENA PERNAMBUCO VIRA "DOR DE CABEÇA"

A Arena Pernambuco virou uma grande “dor de cabeça” para os pernambucanos.

Construído em São Lourenço da Mata, para a Copa do Mundo de 2014, o estádio tornou-se deficitário e em vez de ajudar os clubes está ajudando a afundá-los, tanto que a nova diretoria do Náutico está pensando já expressou o pensamento de que o time voltará a mandar seus jogos nos Aflitos, em 2016.

Sport e Santa Cruz esses dois é que querem pouca conversa mesmo com o estádio que fica distante do Recife e nem mesmo oferece transporte seguro e de qualidade.

Preocupado com o futuro do estádio, que pode se tornar um “elefante branco”, o governador Paulo Câmara mandou realizar um estudo, pela Fundação Getúlio Vargas a respeito da Arena. E divulgou a seguinte nota sobre o que foi constatado:

O Governo do Estado de Pernambuco informa que recebeu na data de hoje, 29/12/2015, a segunda etapa do estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, sobre o contrato de concessão da Arena Pernambuco.

Não obstante já ser possível extrair do estudo que o contrato deva ser revisto ou desfeito, em razão, entre outros motivos, da não confirmação da expectativa de receita que balizou sua celebração, o trabalho da FGV será objeto de detida análise por parte do corpo técnico do Estado.

O Governo dará conhecimento dessa etapa do estudo da FGV ao parceiro privado, para que ele possa externar suas eventuais considerações. Se houver necessidade, também serão solicitados esclarecimentos ou complementações à FGV.

Concluída a análise técnica, o Governo comunicará à sociedade a decisão a ser tomada em relação a este contrato de concessão.

Recife, 29 de dezembro de 2015.

Os que fazem oposição ao Governo no Legislativo Estadual reagiram mal à nota da administração estadual, consideraram o resultado do estudo da FGV frustrante e salientaram que a Arena Pernambuco apenas em 2015 consumiu 50 milhões do dinheiro do Estado.

NOTA DA OPOSIÇÃO  - A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), assim como a sociedade pernambucana, recebeu com um sentimento de frustração a notícia de que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) entregou o estudo sobre a viabilidade financeira da parceria público-privada (PPP) Arena Pernambuco. O que se esperava, como foi afirmado pelo vice-governador Raul Henry, em audiência pública realizada em maio na Alepe, era que fosse apresentada a efetiva solução para a problemática desse empreendimento, mas termina-se o ano sem nenhuma perspectiva.

Para a Bancada de Oposição, o anúncio do Estado é mais uma medida protelatória, do que de fato uma ação para solucionar o imbróglio que se tornou o empreendimento. O receio é que a Arena Pernambuco se torne mais uma novela, como outra PPP, a do Complexo Prisional de Itaquitinga, que desde o início do ano tem promessas de uma solução e até agora, a única coisa efetiva feita pelo Governo do Estado foi apresentar pedidos de prorrogação de prazos, passando dos 180 dias iniciais (já estourado) para 270 dias (também já estourado) até seguir, agora, sem tempo definido.

No caso da Arena Pernambuco, esperava-se que se não fosse apresentada ainda uma decisão, ao menos fossem divulgadas as alternativas apontadas pelo estudo. No entanto, de maneira inconsistente e evasiva, o Governo diz apenas que o contrato pode ser revisto ou desfeito. A mesma certeza que se tinha em maio, por ocasião da audiência pública sobre o empreendimento realizada na Alepe.

Vale lembrar que o estudo realizado pela FGV é bem vindo, mas que a decisão sobre o empreendimento cabe ao Governo do Estado, assim como coube em todas as fases da concessão, desde a encomenda dos estudos à Odebrecht à entrega do estádio, passando pela aceleração da obra em um ano para a Copa das Confederações - fatura ainda cobrada pela construtora.

Toda a população pernambucana está ansiosa para saber qual a solução que será dada à Arena Pernambuco, que só este ano consumiu mais de R$ 50 milhões do Tesouro Estadual, que poderiam ter sido alocados em serviços à população.

Assim, a Bancada de Oposição na Alepe cobra do Governo de Pernambuco uma posição objetiva, que apresente os estudos financeiros, aponte as alternativas possíveis e discuta com a sociedade o que fazer com esse empreendimento, quem vem obrigando o Estado a aportar um volume alto de recursos, como o ocorrido este ano. A esta altura, nem estamos falando mais em Cidade da Copa, centro de convenções, complexo de entretenimento ou Operação Fair Play. Aguardamos que o Governo apresente, o quanto antes, uma solução para a Arena Pernambuco aos pernambucanos.

S.O.S PARANATAMA


Roberto Brito há tempos que vem reclamando da situação do acesso de Paranatama até a BR-423. O caso, conforme ele define é “catastrófico”.

Indignado com o péssimo estado da rodovia, Roberto enviou fotos e um histórico dessa situação ao governador do Estado, Paulo Câmara (PSB).

Não custa muito para o governador resolver esse problema, o trecho em questão tem apenas 2 km. Mas a população pede socorro porque não aguenta mais a buraqueira.


Roberto Brito é funcionário dos Correios e blogueiro, gente da melhor qualidade e faz bem em protestar em nome dos moradores de sua cidade.

DELATOR DIZ QUE AÉCIO NEVES RECEBEU R$ 300 MIL EM PROPINA

Do 247
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu R$ 300 mil de um diretor da UTC Engenharia, uma das empresas investigadas na Operação Lava Jato, segundo o delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará. A informação foi publicada em reportagem de Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira 30.
Rocha é apontado como entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, e teve sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele contou aos investigadores ter levado a quantia no segundo semestre de 2013 a um diretor da UTC no Rio de Janeiro chamado Miranda, que lhe disse que o montante teria como destino o senador tucano.
O diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro Santana, confirmou que o diretor comercial da empreiteira no Rio chamava-se Antonio Carlos D'Agosto Miranda e que "guardava e entregava valores em dinheiro a pedido" dele ou de Ricardo Pessoa, dono da empresa.
Segundo Rocha, Miranda "estava bastante ansioso" pelos R$ 300 mil, o que lhe causou estranheza e o levou a perguntar o motivo. O diretor da UTC contou então que "não aguentava mais a pessoa" lhe "cobrando tanto" o dinheiro. Rocha teria perguntado quem era e Miranda respondeu Aécio Neves, de acordo com o delator.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o tucano chamou de "absurda" a citação de Rocha.
Anteriormente, Aécio já havia sido citado pelo próprio Youssef como responsável por um mensalão em Furnas. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

OURO VERDE LANÇA CAFÉ DESCAFEINADO

A fábrica de café Ouro Verde, localizada em Garanhuns, lançou há pouco o “café descafeinado”, que traz alguns benefícios para a saúde e por isso é recomendado pelos médicos.

Antes só encontrávamos nos supermercados locais esse produto de empresas mais conhecidas,  de grandes centros urbanos, como o café sem cafeína da Nescafé, Santa Clara, São Braz, Mellita, Pilão, Três Corações, etc.

Agora temos esse alimento saudável fabricado aqui mesmo em Garanhuns.

O café comum, ao qual todos estão acostumados contém uma substância chamada cafeína, que é estimulante. Por isso que essa bebida, se ingerida em grande quantidade provoca aumento da ansiedade, insônia e irregularidades cardíacas.

Com o descafeinado não ocorrem esses problemas e ele ainda pode ajudar a prevenir algumas doenças.

Segundo o site http://www.saudedica.com.br/ são seis os benefícios principais do café sem cafeína: 

1. Café Descafeinado Ajuda na Prevenção do Câncer: O Café descafeinado está associado a um menor risco de muitos tipos de câncer. Apenas três xícaras por dia podem reduzir o risco de câncer de pele em até 9% em homens e 20% nas mulheres. O risco de desenvolver câncer de próstata também é muito reduzida, em até 30% para alguns consumidores de café de acordo com um estudo publicado no jornais de nutrição dos EUA.

2. Café Descafeinado Ajuda na Proteção do Fígado: De acordo com um professor da Escola Harvard, o consumo de café descafeinado ajudar a proteger o fígado de cirrose e de câncer de fígado. Porém, Não está claro se a cafeína no café regular pode melhorar ou impedir essa proteção, mas o café descafeinado é considerado bom para o fígado quando tomado com moderação.

3. Café Descafeinado Preveni diabetes do tipo 2: O Consumo de café descafeinado pode reduzir significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2. O café contém Magnésio, cromo e outros minerais que ajudam o corpo utilizar a insulina. Assim, o café ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue.

Uma revisão de 18 estudos, envolvendo 450.000 pessoas, publicado no arquivos Internacional da medicina , descobriu que cada xícara adicional de café consumida por dia reduziu o risco de diabetes em 7%. Um estudo similar de 193 mil pessoas viram um risco reduzido de 35% para pessoas que bebem seis ou sete xícaras de café por dia.

4. Café Descafeinado Ajuda na Prevenção de Doença de Alzheimer: O café é muitas vezes associado com um risco reduzido de demência e doença de Alzheimer. Um estudo conduzido na Finlândia e na Suécia com 1.400 pessoas ao longo de 20 anos mostrou-se que 65% redução do risco de doença de Alzheimer para aqueles que bebiam 3 à 5 xícaras de café por dia.

Pode haver alguma diferença entre a regulação no consumo    do café descafeinado ou quando se trata de prevenir a doença de Alzheimer. Um estudo de laboratório em ratos descobriram que uma substância desconhecida no café interagiu em estreita colaboração com a cafeína para aumentar GCSF, um fator de crescimento conhecido para afastar a doença de Alzheimer. Por agora, parece que todo o café pode ter efeitos positivos sobre a doença de Alzheimer e demência.

5. Café Descafeinado Ajuda na Prevenção Doença de Parkinson: O consumo de algumas xícaras de café por dia pode reduzir o risco de doença de Parkinson em 25%. Uma revisão de estudos publicados no Jornal da Doença de Alzheimer teve 26 estudos diferentes envolvendo 125 mil pessoas e descobriu que duas a três xícaras de café por dia pode ter efeitos melhores em pacientes de Parkinson.


6. Benefícios do Café Descafeinado Para Coração: Apesar do café descafeinado, por vezes, tem sido associado a um aumento nos níveis de colesterol, parece que seus benefícios globais do coração são boas. Um estudo mostrou que as mulheres que bebiam café diariamente têm 25% menos chance de desenvolver doenças cardiovasculares do que não-consomem café. Além disso, o café descafeinado pode ser uma escolha melhor para o coração, do que o café normal, pois ele não vem com os efeitos colaterais adversos que a cafeína pode ter sobre a saúde cardiovascular.

MEMÓRIAS DA VIDA NO HOSPITAL - 2ª PARTE

Fui internado no Hospital da Restauração no dia primeiro de junho deste ano, uma segunda-feira. Lembro bem que o atendimento foi feito por uma médica-residente, uma mulher jovem, loira, com um jeito meio tímido e inseguro, que se chamava Rita.

Preenchida uma papelada que a moça me passou,  fui conduzido pelo corredor do 5º andar até a enfermaria 505, localizada já próximo do final,  bem pertinho de onde ficavam dois policiais militares responsáveis pela segurança daquela parte do HR.

Demorou um pouco para que me instalassem numa cama, pois o paciente de alta devia estar esperando o transporte, certamente ansioso por poder se livrar de vez da angústia entre aquelas paredes, cedendo a vez ao próximo necessitado de tratamento médico.

Todo o 5º andar do Restauração é dedicado à neurocirurgia, com salas para os médicos que chefiam o setor, enfermarias para pacientes do sexo feminino e outras destinadas aos homens. Mas o acompanhante de um senhor pode ser sua esposa ou filha e de uma senhora pode ser o marido ou irmão.

Fiquei numa enfermaria com oito leitos, quase sempre todos ocupados. Às vezes até se botava uma cama extra.

Logo fui me familiarizando com o ambiente, conhecendo as pessoas, embora ficasse a maior parte do tempo deitado, já que estava fraco devido ao avanço da doença.

A sala em que todos estávamos acomodados, ampla, não poderia ser considerada ruim, apesar de não ter um chão brilhantemente impecável quanto dos melhores hospitais particulares.

Um único banheiro, para oito pacientes e oito acompanhantes, mais as visitas, era o mais desagradável no hospital e quando algum dos doentes tinha um problema intestinal podia virar um caso muito sério.

Os auxiliares de serviço geral, porém, vinham várias vezes por dia e faziam o possível para deixar o sanitário em condições aceitáveis.

No Hospital da Restauração os profissionais de saúde parecem brotar do chão de tantos que aparecem. A todo momento uma enfermeira ou uma auxiliar passa dando uma checada nos pacientes. Fazem anotações, tiram sangue, medem a pressão ou enfiam goela abaixo algum remédio prescrito pelo médico.

Uma das primeiras amizades que fiz no hospital foi com uma morena bonita e simpática conhecida apenas por Maria. Ela estava na enfermaria 505 como acompanhante do seu filho, um garoto na faixa dos 15 anos.

Maria gostava muito de conversar, contar seu drama de vida e adorava usar short curso para mostrar um belo par de coxas. É a vida: mesmo num hospital a mulher conserva a vaidade e tem prazer em exibir o que tem de bonito.

Ela foi legal tanto comigo quanto com minha mulher e acompanhante, Tereza, e revelou que morava em Porto de Galinhas.

Antes de ter alta nos convidou para visitá-la em sua residência, quando também estivéssemos livres do HR.

Dos pacientes do setor de neurologia, a maioria dava entrada no Restauração por conta de tiro na cabeça. Lembro que uma ocasião, acho que já fazia mais de um mês internado, contei oito leitos ocupados e quatro dos doentes tinham levado uma bala na cabeça, ou seja 50% dos que estavam na enfermaria tinham sido vítimas da violência urbana, pegos durante um assalto ou por um ato de vingança.

Mundo cão o do Grande Recife, pior ainda do que aqui em Garanhuns e nas cidades em volta.

Apesar de ter bons médicos e todo tipo de equipamento para exame e cirurgias, a clientela do Hospital da Restauração é formada basicamente por pessoas de classe média baixa e pobres. Os ricos procuram o Português, o Memorial São José ou o Santa Joana, mesmo correndo mais risco de infecção hospitalar.

Assim, o meu universo, durante a hospedagem no grande hospital da capital era a periferia da área metropolitana. Aparecia uma ou outra pessoa de cidades do interior, como Garanhuns, Belo Jardim, Serra Talhada ou Carpina, mas principalmente pacientes de algum bairro do Recife, gente do Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Olinda, Igarassu, Paulista, Itapissuma...

Depois da simpática Maria, eu e Terezinha fizemos amizade com Joselma e seu filho Emerson, ambos da Assembleia de Deus. Duas pessoas maravilhosas que durante todo o tempo em que ficaram na enfermaria se desdobraram ajudando os “companheiros de jornada”, sem distinção de idade, cor ou mesmo religião.

“Irmã Joselma”, como a chamávamos era uma evangélica discreta, que evitava estardalhaços e proselitismos, mas demonstrava muita segurança em sua fé. Em algumas noites, percebendo que eu estava muito angustiado e com dificuldades para dormir, ficou ao lado do meu leito e leu trechos da bíblia para me acalmar. Algumas vezes peguei no sono ouvindo a leitura de algum salmo.

Mais ainda de que a mãe, Emerson era “pau pra toda obra”. Ajudava um doente a ir para o banheiro, servia a comida de outro, substituía sem problemas um acompanhante que precisava se ausentar e dava um jeito no celular de qualquer um com dificuldade diante das novas tecnologias.

Irmã Joselma e seu filho moram na zona rural de Gravatá e o paciente era o menino, prestes a completar 18 anos e vítima de um acidente besta com moto. Não era nenhum boyzinho, não corria muito ou dava "cavalo de pau", não bebia, mas fato é que caiu do veículo de duas rodas e em consequência teve um AVC.

O resultado é que perdeu a visão direita e provavelmente não vai mais recuperá-la. Teve alta com esse prognóstico dos médicos: a de que não mais voltaria a enxergar com o olho direito.

Um rapaz novo, cheio de vida, com um coração dez vezes maior do que o HR e naquela situação. Mesmo assim nunca fez uma cara triste, nunca perdeu o bom humor e sempre esteve disposto a ajudar o semelhante.

Depois que também tive alta e já estava em casa, em Garanhuns, recebi um telefonema de Emerson e sua mãe. Queriam saber como eu estava, se tinha corrido tudo bem com minha cirurgia, perguntaram por Terezinha e meu filho Tiago, conversaram como se fossem amigos de longa data ou pessoas da família.

Seres humanos como Irmã Joselma e Emerson são raros. Pessoas do bem, difíceis de esquecer e que tive a felicidade de conhecer por conta de uma enfermidade delicada, da qual ainda não estou totalmente livre, pois mesmo tendo sucesso na minha cirurgia ainda vou precisar de um tratamento complementar por radioterapia.

Nem todos tinham a mesma índole desses dois evangélicos, na enfermaria 505, mas nós pacientes estávamos no mesmo “barco”, precisando de apoio uns dos outros. E solidariedade nunca nos faltou nos dias em que vivemos naquele hospital do Recife.


Nos próximos relatos o leitor irá conhecer outros tipos com quem convivemos (eu e Terezinha) e ser informado de alguns procedimentos médicos dolorosos tomados no tratamento deste escriba.

ARTISTAS DENUNCIAM RACISMO NO VOO DA TAM


Por Douglas Belchior, com informações dos coletivos
Treme Terra, O Preço, Rua, Sarau AfroBase e Vaidapé

Na tarde de sábado (19/12) no voo TAM-JJ3705 de Brasília para Congonhas-SP, um grupo de jovens artistas sofreu ofensas racistas por parte de funcionários da TAM que seguiam no voo como passageiros. Segundo relato dos artistas, os agressores foram acobertados pelos comissários de bordo da TAM, receberam privilégios no tratamento dentro do avião e tiveram sua conduta racista apoiada por parte dos passageiros.

Os jovens artistas periféricos voltavam de Brasília, onde participaram da 3° Conferência Nacional da Juventude, que reuniu por 4 dias cerca de 5 mil jovens de todo o país e onde se discutiu, entre outras coisas, justamente a problemática da questão racial no Brasil.

Segundo o relato, um homem branco teria enviado uma mensagem com teor racista para um colega, também branco, sentado a algumas poltronas de distância: “Depois que começaram a vender passagens nas Casas Bahia, ficou foda andar de avião!” O mesmo homem teria, em uma segunda mensagem ao amigo, escrito: “Pede pra trocar de lugar com a feinha aí”, referindo-se a uma das jovens negras do grupo.

Os jovens, ao perceber a troca de mensagens discriminatórias, resolveram tirar satisfações junto ao agressor, que reafirmou: “Para andar de avião, a pessoa tem que se comportar direito”.

Com a discussão, os comissários de bordo intervieram e ameaçaram chamar a Polícia Federal. Os jovens foram incisivos em concordar que se chamasse a PF, já que estavam sendo vítimas de racismo, crime inafiançável no Brasil. A tripulação não acionou a polícia, promoveu mudança de lugares dos agressores e o voo seguiu. No entanto, durante a viagem, os jovens perceberam que um dos agressores fora convidado pelos comissários a conversar separadamente sobre o ocorrido, atrás das cortinas do serviço de bordo e a discussão recomeçou.

“Porque a tripulação ouve e trata com privilégio os agressores e não os agredidos?”, questionou o grupo de jovens.

Com a aeronave em solo, já na chegada a São Paulo, o grupo de artistas resolveu promover uma intervenção artística ainda dentro do avião, com um recital da poesia “Somos”, de autoria de Juliana Rodrigues, a Afro Ju, uma das jovens agredidas durante o voo. Eis que parte dos passageiros, incomodados com o conteúdo dos versos, passaram a hostilizar o grupo.

“Vitimistas! Mini Marxistas! Viva Bolsonaro 2018!”, gritaram alguns passageiros, segundo relatos dos jovens.

Cobertura parcial da mídia: G1 mente e reafirma discriminação

Como é de se esperar, a cobertura jornalística feita pela grande mídia brasileira tende a reafirmar condutas discriminatórias e a criminalizar as vítimas em tais situações.

Apesar de terem gravado o relato de uma das jovens negras agredidas no voo, ao fazer o registro escrito, a matéria do G1 caracteriza o acontecido como “tumulto” e afirma que os jovens teriam “agredido passageiros”, versão contestada pelos jovens e devidamente registrada no Boletim de Ocorrência.

E que culpa tem a TAM?


Racismo é um crime praticado por pessoas e por empresas/corporações. Mas mesmo nos raros casos em que as investigações são levadas a sério, são ainda mais raros os casos em que as instituições são responsabilizadas. O despreparo dos funcionários no trato da violação de direitos e especificamente quanto à falta de sensibilidade em perceber a prática de racismo, o tratamento privilegiado dado aos agressores, bem como o clima habitual de comportamento padronizado, higienista e eurocêntrico “natural” do ambiente em aeroportos e em vôos, configuram espaços de opressão à corpos negros, à cabelos crespos, à vozes altas, à indumentárias afros e à tudo que contraponha a “leveza” e a conduta comportamental nórdica. Um ambiente corporativamente racista, logo, de responsabilidade da empresa.

UMA GARANHUENSE QUE NUNCA ASSISTIU UMA ÚNICA EDIÇÃO DO FESTIVAL DO JAZZ

Em Garanhuns, principalmente nas redes sociais, se estabeleceu uma discussão por conta da não realização do Festival de Jazz. Intelectuais e pessoas que gostam de boa música lamentaram o cancelamento do evento e lamentaram mais ainda o fato da festa este ano acontecer em Gravatá.

A discussão sobre a polêmica cultural, no entanto, não chegou à periferia e muitos moradores das Cohabs, Indiano, Magano, Manoel Chéu ou Boa Vista revelam indiferença com relação ao cancelamento do "Garanhuns Jazz Festival".

O blog entrevistou uma mulher que mora na periferia da cidade e que representa bem os que nunca curtiram o Festival de Jazz. São pessoas que gostam mesmo é de uma animada banda de forró, dessas que lotam a Praça Mestre Dominguinhos quando se apresentam num evento como o Festival de Inverno.

Márcia Arruda tem 30 anos, nasceu e se criou na Cohab II, assim como toda família. Atualmente ela mora no Conjunto Residencial Manoel Camelo, trabalha com produtos de beleza, é casada,  tem um filho e embora já tenha morado em Maceió e São Paulo, não troca Garanhuns por nenhuma outra cidade do Brasil.

Como a maioria de pessoas de sua geração, Márcia gosta de festas, especialmente dos festivais de Inverno e Viva Dominguinhos, “principalmente quando tem uma boa banda de forró”.

A jovem senhora não tem acompanhado pelas rádios ou blogs, as discussões sobre a não realização do Festival do Jazz, em fevereiro de 2016. Ela confessa que é indiferente ao evento, pois nunca foi nenhuma edição das oito que foram realizadas na cidade.

“Nunca me interessei, porque esse festival nunca trouxe atrações do meu gosto musical”, revela Márcia. Ela garante, ainda, que do seu grupo de amigos poucos se ligaram a essa festa, preferindo no período de carnaval passar o feriadão numa praia.

Ela torce mesmo é pelo Festival de Inverno e espera que este ano o evento tenha grandes atrações, como aconteceu o ano passado, quando os garanhuenses puderam assistir o show de Ana Carolina.


Márcia Arruda considera natural que algumas pessoas critiquem o prefeito do município pela não realização do Festival de Jazz. “Ninguém agrada a todo mundo e não é Izaías que vai conseguir agradar a 100%. Além do mais tem gente que critica só por criticar, principalmente os que não gostam dele e querem fazer o inferno tentando colocar o povo contra ele. Mas a maioria da população de Garanhuns não está se ligando nessa discussão”, acredita a garanhuense.