E para tornar o sábado mais leve vamos falar de novelas. Os intelectuais, ou pseudos intelectuais não gostam, mas o povão adora e os dramalhões são uma realidade do país que não se pode ignorar. Engraçado é que os autores são verdadeiros intelectuais, os atores brasileiros, pelo menos na Globo são de excelente nível e quase sempre as trilhas sonoras tocam boa música.
Primeiro, a novela das oito, que começa às oito e meia: O guarda Abel vai descobrir que é corno mesmo e botar a Norminha pra fora de casa. Coitadinha. Vai ficar todo mundo com pena e escrever para a emissora do plim plim solicitando o perdão das traições.
Segundo, a novela das sete, que começa quase no horário certo: o homossexualismo está sendo bem tratado neste folhetim, com um personagem gay sem muitos exageros, como deve ser. E o cara ainda descobre ser capaz de transar também com mulher e pensa até em casar. O racismo também está sendo abordado na mesma história e outra vez de forma politicamente correta. Um negro namora uma branca, o amor deles caminha para um lance bonito, mas os pais da moça, super caretas, revelam um preconceito que não é coisa de novela. Existe na vida real mesmo.
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